Recordar | Setembro

10/02/2018


Setembro foi um mês de opostos, uma verdadeira montanha-russa. Setembro foi , triste, agitado, alegre, inesperado. Intenso, é a palavra certa para o definir, pois teve tanta coisa que é difícil saber como falar dele e por onde começar. Mas vamos por partes e selecionar os marcos e ensinamentos que este mês deixou.

Somos pequenas peças conduzidas pela vida
Sabem aquele provérbio sobre a vida não nos pertence, nós é que pertencemos à vida? Setembro teve muito disso. Foi um mês complicado, em que foi preciso muita força para gerir emoções demasiado fortes. Fez-me pensar como é que a vida consegue ser tão ambígua ao dar e tirar ao mesmo tempo, em como somos apenas uma peça de um grande jogo que não controlamos, apesar de nos iludirmos a pensar que tudo só depende de nós. Mentira. Se tudo dependesse de nós, tudo seria mais fácil, eterno e menos doloroso.

Os verdadeiros amigos descobrem-se nos maus momentos
Os momentos que nos quebram põem à prova a nossa força, mas também a verdadeira amizade. E o mês passado foi a prova disso. Teve muitas conversas sinceras, muita compaixão, muita entreajuda. Não só dos outros para mim, como também ao contrário. 

A vida tira mas também dá
Tal como tira, a vida também dá e foi este mês que celebrámos a chegada de algo muito bom. Na verdade, sinto que andamos a celebrar esta chegada desde o primeiro dia, por diferentes motivos, mas esta celebração foi diferente, foi um marco importante. 

O início do fim
Como estudante, setembro acaba por ser o início do ano. No outro dia vi uma entrevista de uma antiga professora em que ela dizia isto mesmo, que era o nosso início de ano, só que sem passas. E até aqui este mês consegui ser contraditório, porque marca o início do último ano da licenciatura. E mesmo que algo corra menos bem e fique para fazer, este será sempre o "último ano". O derradeiro. O ano de finalista.

Sair da rotina faz bem
O mês que passou teve também alguns desvios da rotina que souberam bem. Teve concertos, um da Carolina Deslandes que foi muito intenso, apesar de ter sido o segundo concerto a que fui dela, neste senti muito mais afinidade com a cantora e a sua presença e com as músicas; outro do Miguel Gameiro, que foi o terceiro a que fui mas ele faz cada um valer sempre a pena, e este foi especial por ter estado no palco durante um música, como podem ler aqui.
Houve uma pequena festa de celebração da última restauração da capela da minha aldeia, coisa que me podia ter passado meio ao lado não fosse a coincidência de ser o 25º aniversário e de eu ter 25 anos. Por isso participei nessa festa, coisa da qual me costumo escapar, e foi muito giro todo aquele espírito de convivência das festinhas da aldeia. 
Por último, mas não menos importante, decidi inscrever-me como voluntária num festival de cinema, É o Bang Awards- International Animation Awards. Já tive a oportunidade de estar presente em sub eventos do mesmo, mas o oficial é só este mês e estou muito entusiasmada com isso. Se não conhecerem, visitem a página do Facebook ou site, e se poderem visitem, porque vai valer a pena.

O verão não quis que o outono chegasse
Setembro foi um mês quente (e outubro está a seguir-lhe o exemplo), ao ponto de ter feito praia no final do mês. O tempo estava ótimo, talvez um bocadinho quente de mais. Eu sou do Oeste, estou habituada a ter sempre uma brisa fresca até no pico do verão e, no dia em que fui à praia, nem isso estava. Era só calor. Eu sei o quão prejudicial é o aquecimento global, mas teria a ser hipócrita se negasse que este sol me deixa feliz. Sou uma pessoa que precisa de sol e calor para sobreviver, tal como as plantas para fazer a fotossíntese.

Em suma, este Setembro, pelo bem e pelo mal, vai ficar para sempre cravado no meu coração

Marisa


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