Dias | Superar a distância

9/06/2018

Amizade


Os amigos são um ponto fundamental das nossas vidas. Mas a vida nem sempre é a nossa melhor amiga. Prega rasteiras. Põe-nos à prova. Os amigos são aquelas pessoas que queremos ter sempre por perto, mas nem sempre isso é possível e a vida obriga-nos a rumar por caminhos diferentes e viver longe de quem queríamos ter todos os dias.

Agora é mais fácil. Por mais defeitos que ponham nas novas tecnologias, por mais escândalos que haja, a Internet é uma grande ajuda. Mais forte ainda é a força de vontade. Porque uma amizade só se mantém com vontade e dedicação. As novas tecnologias facilitam o contacto com os amigos mas não o faz sozinha. Para uma amizade prevalecer é preciso investimento, carinho e presença.

E uma coisa é ter os amigos longe mas no mesmo país, afinal Portugal é uma aldeia e, com vontade, é fácil encontrarmos-nos com quem gostamos. Já quando se tem amigos noutros países a tarefa torna-se mais difícil. Aqui ainda é preciso uma ginástica maior. As vindas à terra natal (penso eu) devem ser um emaranhado de coisas para fazer e sítios e pessoas a visitar. E o tempo é sempre pouco. Disso sei eu, que o oiço tanta vez e que o sinto na pele - ou no coração - por saber que só tenho uma tarde por ano com a amiga que está longe. Vá, este ano foi uma tarde e mais um bocadinho. Seja como for, sabe sempre a pouco. Apesar das conversas quase diárias, de nos apoiarmos, de cuscarmos, de tudo. A presença é constante, mas não é igual. Não é como estar frente a frente. A falta é sempre sentida.

Dos pequenos momentos que conseguimos tirar para nós o importante é aproveitar. Sabe sempre a pouco, nunca se diz tudo o que quer... Passa sempre tão rápido. É um piscar de olhos. Uma fração de segundos num ano inteiro. Independentemente disso, é sempre tão bom ver-nos, dar aquele abraço, estarmos juntas como se nunca tivéssemos estado longe. Era giro tirar-nos fotografias e termos uma memória visual do momento. A verdade é que só me lembro depois de nos despedirmos. Um bom bocado depois. E como somos parecidas, aposto que ela nem disso se lembra. Tonta. Não importa, ficam as parvoíces, os bons momentos. E vê lá se vens cá mais vezes, pelo menos até eu conseguir ir visitar-te.


Marisa

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