Recordar | Junho

7/02/2018



Oi?! Já é verão? Já estamos em julho? Se havia dúvidas que o tempo voava, junho veio provar isso mesmo. Foi tudo tão rápido. No início do mês andava louca com os trabalhos de final de semestre, com as arrumações para trazer tudo da residência. Com tanta coisa que os dias arrastavam-se até tarde de tanto que havia por fazer, mas passavam a uma velocidade supersónica que nem dava tempo para respirar. 

FACULDADE
Como falei no post anterior, AQUI, por vezes é preciso parar, respirar e levar a vida ao nosso ritmo. E foi o que tive de fazer nestes dois últimos meses. Especialmente em relação à faculdade. Vi-me "obrigada" a ter de deixar cadeiras para exame, para abrandar o ritmo louco e não entrar em colapso. Mesmo assim, os trabalhos de final de semestre deram-me pano para mangas. Após o final das aulas, tive uma semana de férias que não soube a isso, porque estive a ajudar os meus primos e a estudar e pouco tempo tive para mim. Depois vieram os exames. Três. Dois numa semana, um na seguinte. E as "férias" tiveram de ser adiadas para estudar. Felizmente já saíram todas as notas e tenho oficialmente o 2º ano da faculdade completo. So happy xD.


FESTA DE SÃO JOÃO BATISTA
Mas no meio disto tudo, não passei os dias agarrada aos estudos, como deveria ser suposto. Porque os exames tiveram de calhar mesmo entre os dias da festa da Aldeia. Por cá celebramos o São João Baptista, com cinco dias de festa popular. Não sou a maior fã da festa, talvez porque não tenho muito o hábito de frequentar este tipo de bailes e porque vivo mesmo ao lado do recinto e não há descanso durante aqueles dias. Mas gosto muito da festa e tenho uma enorme consideração por quem a organização e está lá todos os dias a dar o seu máximo para que tudo corra bem e manter a tradição. Tradição. É mesmo disso que eu gosto da festa. É a nossa tradição, a nossa história. Somos de uma aldeia pequena, mas temos muito orgulho nela. 

Este ano não tive muito presente. No primeiro dia estava em Leiria e nunca pensei que me custasse tanto perder uma noite de festa. Nos restantes também estive por lá muito tempo. O cansaço falou mais alto e a necessidade de estudar também. A distância deixou-me nostálgica e triste por não estar muito presente no São João. Ao mesmo tempo, e talvez por isso, os momentos em que lá estive aproveitei-os bem. Vi as marchas. A marcha linda da minha terra, uma tradição que estava em stand-by há alguns anos e decidiram reavivar. E fizeram-no muito bem. Fiquei de coração cheio por ver a gente da minha terra marchar e a letra ainda ecoa na minha cabeça. Foi, sem dúvida, o momento alto da festa e estou muito orgulhosa de todos os que nela participaram.

Uma tradição que nunca falha é a fogueira na noite de São João. Já não me lembro da última vez que tinha saltado a fogueira. Este ano voltei a fazê-lo. No meio da criançada lá fui eu, o primo mais novo e a namorada dele saltar a fogueira. Podiam dizer que já temos idade para ter juízo, mas o melhor juízo é soltar a criança que há em nós. 

Do que tive mais pena foi de não ter ficado até ao final da última noite. Nunca fico até muito tarde na festa, mas na última noite abro uma exceção. Este ano tive de ir para a cama cedo porque era preciso estar desperta no dia seguinte para estudar para o último exame. Pensar positivo. Valeu a pena por ter tido boa nota. E para o ano haverá mais festa.

REGRESSO À ESCO
No mesmo fim de semana da festa, a minha escola secundária, a ESCO, organizou um dia para os ex-alunos regressarem à escola. E como poderia eu faltar? Esteve quase para não acontecer, mas não resistir a regressar a casa. Fui com dois colegas de turma que praticamente não estive desde que terminámos o curso. Já lá vão sete anos. Mas quando eles entraram na escola foi como se tivéssemos estado ali todos no dia anterior, a ter aulas. Tanto com eles, como com as nossas professoras. Eles chamaram mais dois rapazes de outra turma e um terceiro da nossa. Foi ótimo voltar a casa com R e com o T, tal como foi ótimo rever as nossas professoras.



Claro que senti falta de quem não pode estar presente. Há pessoas que gostava de ter na minha vida com muito mais frequência e parte da minha C9 faz parte da lista. Mas a vida é mesmo assim, leva-nos por caminhos diferentes. E o que importa é ter conseguido desfrutar do momento. Importa que, mais uma vez, voltei ao sítio onde fui feliz e fui muito feliz outra vez. E, como sempre, recebida de braços abertos pelas professoras que nos aturaram durante três anos (pouco, que até nos portávamos bem) e sete anos depois dizem com toda a sinceridade que a nossa turma foi daquelas que deixou saudades. E tinha mesmo de o ser, ou não fosse o nosso slogan, deixar a nossa marca =)



FAMÍLIA
Se há coisa a que dou bastante valor é a família - a de sangue e a que acolho no meu coração. E, apesar da loucura que foi junho, consegui passar tempo com ela. Em parte porque tive a ajudar os primos, mas não o encarei como trabalho, foi mais uma distração boa e agradável (mesmo que tenha lavado mais loiça em dois dias do que em dois meses). Ainda consegui estar com um tio que, infelizmente, vejo poucas vezes. E a cereja no topo do bolo foi a família ter crescido, o que também está a contribuir para passar mais tempo com pessoas da família que não estava tanto. E sabe tão bem. Estar em casa também ajuda. Apesar de ter precisado de estudar até ao fim do mês, estava em casa, junto dos meus e pude sentir aquele aconchego que só a família consegue dar. E dá-lo também. 


Marisa

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2 comentários

  1. Muitos parabéns por teres concluído o 2º ano :)
    Concordo contigo, há alturas em que precisamos mesmo de abrandar, para bem da nossa saúde, física e mental. Claro que a vontade de despachar tudo o mais rápido possível é imensa, mas de nada nos serve sucumbir. Com calma tudo se faz.
    E fizeste tu muito bem em aproveitar a festa!
    A família é, sem dúvida, a maior fortaleza que temos - ou, pelo menos, deveria sê-lo. Sermos gratos pela nossa é das melhores coisas *-*

    r: Mad Man nunca vi, confesso
    1986 está brutal! Só não a mencionei naquela lista porque, lá está, ainda acredito numa continuação (fazendo figas) ahah
    Claro que conta :D

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