Recordar | Abril

4/30/2018



"Abril, águas mil". E, este ano, o provérbio não falhou. Felizmente para a natureza - e para todos nós. Infelizmente para o meu humor.

Abril foi uma montanha russa. Foi especial. Foi triste. Foi intenso. E passou a correr. Parece que ontem estava a encher-me de chocolates na Páscoa, no primeiro dia do mês e, num piscar de olhos, já é dia 30. Ao mesmo tempo, cada semana parecia que se arrastava com uma lentidão que doía. Foi definitivamente um mês de opostos. 

A gaveta de leituras ficou um pouco vazia. Li uma obra que já desejava fazer há muito, "Em Parte Incerta", de Gillian Flynn, e comecei, há dias, "Impossível", de Danielle Steel. Um policial, a minha grande paixão literária, e um romance, que era para oferecer, mas acabou por ter de ficar comigo, numa tentativa do destino de fazer ler algo fora dos meus hábitos. 

Também no que diz respeito a séries, não vi muita coisa. Terminei a "1986", de Nuno Mark, que já tinha começado em março. Podem ver a minha opinião AQUI. Este texto é muito especial para mim. Primeiro porque me deu um gozo enorme escrever sobre algo de que gostei tanto, de uma pessoa que admiro há anos (Nuno Markl), e pelo qual ganhei um carinho imenso. Em segundo, porque tive o gosto de ver o meu post partilhado na página oficial da série, no Facebook. Foi mesmo uma ótima surpresa.

Abril também foi de celebração, pois é o mês do meu aniversário. E já cheguei aos 25. Não ligo muito a festas de aniversário. Gosto de ter o meu bolo - este ano tive dois, um feito pela mãe e outro pela tia - e de reunir a minha família mais próxima e querida. É a única tradição que tenho.

Porém, o quarto mês do ano, não teve só coisas boas. Como referi no início, teve os seus altos e baixos. Aquele bicho estranho chamado ansiedade decidiu voltar a atacar-me. E nem pediu autorização. Acho uma falta de respeito entrar assim na vida de alguém sem um aviso prévio. Não pedia uma carta registava, bastava uma mensagem no Whatsapp a dizer: prepara-te que vou chegar de malas aviadas. Às vezes, é melhor (ou mais fácil) dizer estes 'disparates' e brincar com a situação.  A verdade, é que este problema não é brincadeira, ao contrário do que muitos possam pensar. Não se trata de "uma mania". É algo que nos prende, deita-nos a baixo, como se uma força superior e invisível passasse o dia a controlar o nos pensamentos, sentimentos, e corpo. E por mais que se tente lutar contra isso, por mais força que se tenha, quando a ansiedade vem com intensidade, é muito difícil libertarmos-nos das suas teias. Mas espero que seja só mais uma fase e passe rápido. Até porque se abril foi uma loucura e passou a correr, maio vai ser um mês atolado de trabalhos e frequências e muito pouco tempo para o que quer que seja. Que venha!


Marisa 


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