7 de junho de 2017

TOP | Como sobreviver ao final do semestre



As últimas semanas têm sido repletas de trabalhos, frequências. apresentações. Contagens decrescentes. Para o final das apresentações, para o final dos trabalhos, para o final das frequências, para o final das aulas. Os exames? Nem se pensa nisso. Não há tempo. O que é o tempo? Uma ilusão das (poucas) horas dormidas.

De há duas/três semanas para cá, o pensamento é uma espécie de Carpe Diem. Viver cada dia, mas sem o aproveitar ao máximo, apenas trabalhar e estudar ao máximo para o trabalho/frequência do dia a seguir. É o que se arranja. Mas já está quase a acabar e, se tudo correr bem, o esforço irá ser compensado. 

Não se pensa muito na recompensa. É melhor não ter expectativas. Less is more. E quanto mais baixas são as expectativas, maior a aceitação do que aí vem. E ainda tenho aulas até segunda para. Ainda falta sobreviver um pouco mais. E trabalhar também. Mas como sobreviver ao final de semestre?


Não sei bem. Não há uma tática infalível. Principalmente para quem é novata nestas andanças e já não estudava há seis anos (primeiro escrevi cinco, é a negação de que os anos passam e o sentimento que ainda sou da minha eterna escolinha. Tenho saudades. Suspiro).  Há apenas conselhos

1. Pensar num dia de cada vez é fundamental.
Há três semanas atrás estava aflita, só me apetecia fugir, a lista de coisas a fazer era demasiado grande, queria tudo a 100%, tudo perfeito, queria tudo de uma vez e não via tempo para nada. Não falhei muito em relação à falta de tempo, mas viver cada dia de cada vez ajuda muito. Hoje pensamos no que temos de fazer amanhã e amanhã pensa-se no que há para fazer no dia seguinte. Sempre assim. Carpe diem sem expectativas e um pouco desapego, meio em jeito de Ricardo Reis.

2. Acreditar que se é capaz.
Como dizia alguém que me é muito querido "Eu acredito e isso ninguém me pode tirar".


3. Não entrar em desespero. 
Se não dá, não dá. Se o estudo não está a render, mais vale parar um bocado, ir dormir, ir tomar um banho, ir dar uma volta, ler um livro, ver uma série ou só os anúncios na tv. Limpar o pensamento e, quando já se tiver mais tranquila, voltar ao trabalho. 

4. Ter alguém que nos oiça.
É muito importante ter um ou dois amigos, que não estejam a estudar, para confiar e desabafar. Mandar mensagem, ligar ou dar um passeio e conversar, dizer o quão farta disto tudo, o quão cansada estou. E, ao mesmo tempo, para falarmos de coisas completamente diferentes da faculdade. Quer se queira, quer não com os colegas/amigos acaba-se sempre por falar da "frustração de final de semestre", não há escapatória.

5. Uma boa playlist.
Ou duas. Desde sábado que só oiço quase duas listas de música, e bem diferentes. Uma de uma banda que adoro, Portugal The Man, para estudar tranquila, porque gosto de estudar com música. E o meu tranquilo passa por rock e afins (pancadas). Também prefiro estudar com música em inglês porque não disperso tanto. A outra playlist é completamente o oposto, músicas do Carnaval de Torres Vedras. Home sweet home. Uso esta para estudar mais ao final da noite, para me manter acordada, ou então enquanto estou a fazer trabalhos. O porquê desta escolha? Sou de Torres, está no sangue ou é da água ou do ar. É mais forte que eu. E sabe bem algo random, diferente e com ritmo e animação para desanuviar.

E vocês, que técnicas usam?


Marisa

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