31 de janeiro de 2017

Livrólica Assumida

Terminar um livro e deixá-lo na mesa de cabeceira apenas devido ao apego emocional que desenvolvi por ele e porque não gosto de dormir sem um livro ao lado, e ainda não tenho substituto.

E porque me apetece abraçá-lo,

É por isto que continuo solteira. Amo mais os livros que as pessoas.


Marisa

30 de janeiro de 2017

Quando não se está à espera, sabe melhor?

As surpresas, para serem boas, não precisam de ser grandes, basta um pequena diferença no dia. Uma boa condição para se ser surpreendida é ser uma cabeça no ar. Como eu, que de repente me lembro de mandar mensagem a amiga de infância para combinar algo, mas com um feeling que ainda não era hoje que nos íamos ver. Felizmente o meu sexto sentido não estava apurado e falhei. A moça responde-me a dizer que chegava a casa mais cedo do que normal, no primeiro instante fiquei surpresa, depois percebi que sou uma péssima amiga e que nunca me lembro de nada, pois estava farta de saber quando ela não ia trabalhar e, mesmo assim esqueci-me que dia era. 

Sem estar à espera, acabei a tarde na casa da minha amiga, entre chá e conversas de tudo e nada, que as boas amizades são feitas de conversas de tudo e nada. E as boas amizades, são como as surpresas e os melhores momentos, não precisam de grandes planos, nem horas marcadas ao segundo, apenas vontade e predisposição.

Marisa

25 de janeiro de 2017

25 de Janeiro por uma Benfiquista

25 de Janeiro. Um dia aparentemente normal, não fosse eu benfiquista e sentimentalista e que não tivesse queda para datas.

Janeiro 2004, estávamos a poucos meses do Euro 2004 e a febre do futebol, inerente a esse evento, tinha começado a atingir-me. Tinha 10 anos, quase 11, e no dia 25 do mês em questão vi o meu primeiro jogo de futebol. Na altura torcia pelo Benfica por culpa do meu pai, com o decorrer do tempo comecei a ser fanática pelo Glorioso por culpa do Benfica. Quando assisti pela primeira vez a um jogo de futebol, estava longe de imaginar que ele me iria marcar para a vida. Não percebia nada de futebol, não sabia o nome dos jogadores, não sabia em que posição em que o Benfica estava, e tão pouco como funcionavam os pontos e as regras do jogo. Estava na casa da minha tia, e a família estava reunida, um fim-de-semana normal da altura. Vitória de Guimarães vs Sport Lisboa Benfica. Jogávamos no berço da nação e nem perto estávamos do "colinho", mas a instantes das lágrimas.

Music Box | Pequeno Pormenor

Do seguimento da última publicação, aqui, veio-me à memória uma música dos Xutos & Pontapés, que se chama "Pequeno Pormenor" e fala exactamente da importância dos pequenos pormenores.

São os pequenos pormenores que fazem os grandes serem um todo. São os pequenos pormenores que fazem as pessoas e o mundo e não os devemos esquecer nem ignorar.



Pequenas coisas que faltam na vida
Tornam as grandes incompletas
Pequenas coisas fazem parte
Não te esqueças
(...)
E se tudo é um todo
E o todo é que importa
Não ponhas de lado
Aquilo que falta

Mesmo que não tenhas tempo
Pensa o que tens a fazer
Mede bem a importância
Dum pequeno pormenor
Um parafuso no foquetão
Um beijo ao deitar, um papel no chão
Uma prenda com cartão, um voto aqui
Ali um não


23 de janeiro de 2017

Dream about

A vida é uma correria levada sem pensar, e de repente uma frase aleatória basta para a fazer parar. Às vezes é simpático, outras um toque na ferida e um relembrar da dor.

Marisa

19 de janeiro de 2017

Dream About

Haverá sempre dias mais difíceis, alguma coisa que faça querer desistir, chorar, enfiar a cabeça na almofada, enroscar-se numa manta, não se mexer, não ver, não ouvir. Simplesmente parar tudo. Não vale a pena. Não é solução. Um sorriso será sempre melhor. Mesmo que seja forçado, mesmo que por dentro se esteja um caco. Um sorriso só não vale de muito, mas vai atrair mais sorrisos, mais boas energias, mais coisas boas, mais confiança. E todos juntos, muitos sorrisos podem fazer milagres, curar.

Não consigo passar a vida a sorrir. Admiro as pessoas que o conseguem, deve ser ao mesmo tempo cansativo. Às vezes também é preciso mandar as coisas à merda, dizer uma data de palavrões, revoltar-se, virar tudo de pernas para o ar. E depois sorrir. Um "que se lixe esta merda toda" vai sempre melhor quando acompanhado por um sorriso. E o resto que se lixe. E os outros que vão passear.

16 de janeiro de 2017

Ilusões em prosa

Ele chegou e sorriu. Estivera fora tanto tempo, que os dias deixaram-se de poder contar. Ela recebeu-o de braços abertos. No fundo algo lhe dizia que não o devia fazer, que devia manter a distância, que iria sair magoada mais uma. No fundo sabia que ia ser só mais uma passagem, como de tantas outras vezes que se entregou por inteiro a algo passageiro. Ele ia e vinha quando queria. Ela recebia-o sempre abertamente e com a maior satisfação, enganando-se a si mesma que desta vez iria ser diferente. Ele seria sempre o mesmo. Ela acreditava que as pessoas podiam mudar. 

Ele chegou e sentou-se, narrou-lhe histórias das suas aventuras, descreveu-lhe sítios por onde tinha passado, contou-lhe piadas. Ela suspirou, imaginou-se ao seu lado, por todos aqueles sítios, riu alto e bom som de cada palavra.

7 de janeiro de 2017

É um crepe e um gelado

Trabalhos, frequências, aulas extras, stress pós traumático de ter passado duas semanas enfiada em casa agarrafa a cadernos e com mau tempo lá fora, a ideia que não ia poder ir onde queria, estar com quem queira esta semana e na próxima... Não aguentava mais. Não conseguia estudar. A matéria da próxima frequência era um furacão sem sentido na minha cabeça. Não conseguia organizar as ideias. Não estava bem. Fugi.

Fugir dos problemas não é solução. Problemas devem ser enfrentados de cabeça erguida e resolvidos. A minha resolução era só uma, fugir. Saí da segunda aula de ontem a meio e faltei à última, fui para casa, comecei a fazer a mal, almocei,  acabei de fazer a mala, e vim embora. Não queria a casa,

Fui ao baú

Quantas horas, quantos dias, quantas semanas, quantos meses... foi quase um ano dedicado àquele projeto, Tantas dores de cabeça, tanto tempo em frente ao computador, tantos histórias e risos e angústias durante aquele período, ou sozinha no quarto, ou muito bem acompanhada no centro de recursos da escola. Foi um ano tão difícil a nível de trabalhos e tão fácil a nível de companheirismo e cumplicidade, amizade. Voltava atrás já hoje, mesmo cansada e cheia de sono. Voltava com um sorriso no rosto e vivia tudo outra vez, com aquela maltinha toda. Ai que está a bater a saudade e a nostalgia...

E já passaram cinco anos e meio, quase seis. O tempo passa tão rápido e as recordações teimam em assentar raízes no coração. E, quase seis anos depois de a ter entregue e apresentado fui buscá-la. Não ao baú propriamente dito, mas à memória do computador. É o efeito das novas tecnologias, mas também a tenho em papel e posso senti-la, sentir o esforço e trabalho do meu 12º ano. Ou de parte dele. 

Continuando - e não dando asas a mais sentimentos para não correr uma lágrima, ou rio delas,

4 de janeiro de 2017

Não vê mas sente

Hoje, 4 de janeiro, é dia mundial do braille. Braile é um sistema de escrita através de pontos em relevo utilizado pelos invisuais.  Apesar de, atualmente, a tecnologia já disponibilizar meios para que os invisuais possam ler e escrever num computador ou telemóvel o braille continua a ser uma importante forma de inclusão social, contudo nem sempre está disponível. E quando está disponível, será que damos por ele? Por vezes passa ao lado, é normal dava a rotina, mas este sistema de escrita está presente em alguns dos objetos usados diariamente, como em caixas de multibanco ou caixas de medicamentos.

Sítios importantes em que devia existir sempre indicações em braille são os pontos turísticos,

3 de janeiro de 2017

One year of Little Dream of Me


E já passou um ano. Hoje é o primeiro aniversário do Little Dream of Me, o meu blog de mudança, o meu blog mais pessoal. Os outros também eram especiais mas este tem um sabor especial, daqueles que não dá para explicar.

Um ano de blog e quase cinco de blogger/blogosfera sinto que este é "o" blog, aquele que é para ficar. Não haverá nada para comemorar para além deste modesto post, feito apenas para assinalar a data. Fica a vontade de continuar a escrever, o gosto que este mundo me dá e o desejo de investir cá mais tempo. 


Marisa

2 de janeiro de 2017

Regressar

A vida prega muitas surpresas. Quando se pensa que algo é certo, ela vem e troca as voltas, deixa a dúvida do certo e do errado. Onde se está bem? Onde não se quer estar? Onde se quer estar?

Se há um mês atrás estava desejosa das "férias" de natal, não para poder descansar porque previa-se muito trabalho que se veio a confirmar, mas porque poderia estar em casa. Na minha casa, na minha terra, com a minha família, sem me preocupar em ter que fazer comida, sem ter que sair de casa se estivesse frio, estar no meu quarto, o quarto só meu, sem ter grandes horários, ter a minha casa de banho, o meu chuveiro com a pressão de que eu gosto... Já me tinha esquecido que uma das motivações para ter seguido outros caminhos era sair de casa, conhecer outras coisas, ter rotina e agitação. Aqui tenho agitação... somos seis cá em casa, como não poderia existir agitação?! Mas é diferente.

1 de janeiro de 2017

Ano Novo, Cara Nova

Já andava há algum tempo para mudar a imagem do blog. Foi hoje, porque hoje foi o primeiro dia do ano e... Brincadeira. Foi hoje porque hoje esteve muito frio, porque fiz "gazeta" e não me apeteceu estudar nem fazer trabalhos, porque não me apeteceu fazer muito mais do que estar sentada no sofá e então lembrei-me "olha 'bora lá mudar isto que já está mais que na hora". E aqui está. E pela primeira vez, não mudo só a cara do blog, como dou lhe dou a cara. A minha cara, os meus sonhos.

Marisa