16 de novembro de 2016

Também não sei, mãe

A minha mãe já me perguntou mais que uma vez como é que eu fui capaz de vir morar para um sítio sem mar, e diz que não conseguia viver num sítio onde não tivesse o mar ao lado. Eu também não sei como o consigo.

Pode parecer estranho, mas custa mesmo. Custa não ouvir o mar à noite, quando ele está mais bravo. Custa não ver o mar quando abro a janela de manhã, ou quando a fecho ao final do dia e no horizonte está o pôr do sol a sorrir-me. Custa não poder sair de casa e em cinco minutos a pé estar em frente ao mar. Ao meu mar.

O mar é meu, porque sempre o tive. Faz parte da minha terra, faz parte de mim.

Hoje é dia do mar e não o posso ver. Sinto-me extremamente nostálgica por causa disso. Tenho uma lágrima no canto olho, literalmente, por causa disso. Não me lembro da última vez que fui ver o mar, sem ser da janela de minha casa. Apetecia-me tanto sair e fazer aquele caminho de casa até ao mar, sentar-me num banco ou no muro da arriba e ficar ali, minutos sem fim, apenas a olhar o mar, ouvir o mar, respirar o mar, viver o mar. Porque o mar é a minha casa, a minha fonte de vitalidade, e preciso mesmo dele. Tanto como preciso de respirar, preciso do meu mar.

Marisa

5 comentários:

  1. Adorei.
    O mar também tem uma papel fulcral na minha vida, na minha energia, no meu espírito.

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  2. Eu adoro estar perto do mar, e não me consigo imaginar longe dele

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  3. Que texto lindo... Eu nunca tive essa paixão por ele, mas também nunca vivi tão próxima dele...

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  4. Nunca vivi perto do mar, mas deve ser maravilhoso. E sim, acredito que sintas imensas saudades, porque quando passo férias na Figueira, adoro ouvir o som do mar, ao acordar, sentir o seu cheiro. Traz uma paz enorme.
    Eu, no entanto, sou menina do rio :b eheh

    Boa noite :)
    http://gestoolharesorriso.blogs.sapo.pt/

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