11 de novembro de 2016

A Heidi que há em mim

Heidi era aquela menina foi para os Alpes viver com o avô e como não tinha mala de viagem levou as roupas todas vestidas, umas por cima das outras.

E assim estou eu, não a ir para os Alpes, mas para a "praia" e não com falta de malas, que levo uma mochila, uma mala de dia a dia e uma bala de viagem com um tamanha considerado. Estou mais com falta de cabeça. Porque tirei a camisola de lã que tinha vestido de manhã e vesti uma fina, de meia estação, porque à hora de almoço e a fazer as malas, almoço e arrumar e limpar tudo antes de sair de casa, esqueci-me que quando chegasse a "casa", ou antes, a meio da viagem o tempo iria arrefer, e eu ia ter frio.

Então aqui estou, à espera do comboio, já com frio e com dois casacos de malha vestidos. Um porque era o que tinha trazido para vestir (que não assim tão dispaçarada), outro que raramente uso e tinha posto na mala para o deixar em casa e não me ocupar (o pouco) espaço no quarto.

Aqui estou eu, toda enchouriçada a parecer um misto entre a Heidi e a mascote dos pneus Michelin. E com ainda com frio, especialmente nas pernas.

Marisa

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