5 de outubro de 2016

Ilusões em prosa

Num murmúrio o vento vem-me soprar o teu nome ao ouvido. Arrepio. Tremor. Calafrio. Viajo até outrora, para outra vida, para outra hora. Vejo-te à minha espera, no nosso quarto, na nossa esfera, dourada sob o sol poente que entra pela janela e bate no corpo quente. Ofusco-me com o teu brilhar, com esse sorriso de quem me está a chamar. Desejosa. Inocente. Poderosa.

Ocupas a minha mente mesmo não estando presente. À minha volta as pessoas andam, correm, falam, eu não existo, sou apenas um corpo com a mente em ti. Avanças, avanço, toco-te ao de leve, arrepias-te, sinto a tua pele de galinha quente, a chamar-me, a pedir mais. Tão forte, tão frágil, pele de seda, cabelo de cetim. Tocas-me, toco-te, explodes para mim.

Marisa


11 comentários:

  1. Oh meu Deus. Socorro! Escreves tããão bem!!!

    ResponderEliminar
  2. Jezz! Escreves maravilhosamente bem

    ResponderEliminar
  3. Adorei, muito bom mesmo :) Adoro a tua escrita

    ResponderEliminar
  4. Adorei!!
    ganhaste uma nova seguidora :D
    beijinhos
    http://eyeelement.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  5. wowo. Muito bom como ja estava à espera. Cada vez mais a tua escrita é mais minusiosa e vais até aos gestos humanos mais pequenos muito bom, é isso que a torna rica e um texto mais real e vivido por quem o lê. :)

    ResponderEliminar