30 de outubro de 2016

Feriado

Melhor que um feriado a uma segunda é um feriado a uma terça quando não se tem aulas à segunda. E se vem mesmo a calhar este fim-de-semana prolongado, porque os próximos nem os vou sentir.

Marisa

27 de outubro de 2016

Uma grande ideia

Se eu casa pode fazer uma lista de utensílios que precisa para os seus entes queridos oferecem, porque é que isso não funciona também para os estudantes universitários que saem de casa dos pais?

Fazia muito mais sentido, até porque o "típico universitário é pobre" e vai morar "sozinho" - ponho entre aspas porque na prática não mora sozinho, divide casa.

Devia fazer uma lista dessas para o natal e depois distribuía pela família, como se fosse uma carta ao pai natal versão lista dos noivos

Marisa

26 de outubro de 2016

Speedy Random Post

Almoço de salada, iogurte líquido e uma fatia de pão...

O que para uns é sinónimo de "estou de dieta", para mim é uma manifestação de "não tenho vontade de cozinhar".

Marisa

Dream About

Oa "nãos" que surgem na vida devem ser encarados como "sins" para novos caminhos e descobertas.

Marisa

23 de outubro de 2016

De onde é que sou?

Já não sei de onde sou e os domingos e segundas só servem para aguçar essa questão. Não me sinto em casa quando estou em casa, aos fins de semana, sinto-me uma peça defeituosa num puzzle em que devia encaixar mas há algo que não me permite pertencer ali por completo. Quando estou na minha cidade universitária muito menos me sinto em casa, já que não tenho casa sequer e vivo numa residência onde partilho tudo, até o quarto. 

Há um vazio em mim, numa fase que devia ser de satisfação pela realização de um sonho, mas não o é porque me sinto deslocada tanto num lado como no outro. Isto cansa, cansa muito. E não estou a falar das viagens de comboio e autocarro, de fazer e desfazer as malas duas vezes por semana, de estudar, dos trabalhos... falo mesmo de não ter um lar, porque o meu lar está a deixar de ser meu e não tenho nenhum para o substituir. Fico cansada psicologicamente de estar em casa, mas não consigo sequer imaginar passar um fim de semana sem cá vir, principalmente tendo três dias e meio de fim de semana, não me faz sentido. Sou demasiado apegada à família para não vir e, por outro lado, canso-me demasiado rápido de cá estar, porque não consigo ter o meu espaço, as minhas horas, nada.

E ainda só passou um mês. Pergunto-me se este sentimento deve-se ao facto de ter passado pouco tempo ou prolongar-se-à no tempo. Questionei uma amiga sobre isto, se, enquanto ela esteve na faculdade também sentia que não pertencia nem a casa nem à cidade onde estudou. Ela respondeu afirmativamente, disse que sentiu sempre isso durante os três anos que esteve onde eu estou agora. Disse que era normal, que fazia parte. Talvez faça mesmo. Talvez vá lidar com isto durante o resto do tempo. Não sei o que o futuro dirá ou trará, sei que agora me sinto deslocada, a "menina do oeste à beira-mar" agora nem sequer tem o seu mar, tenho outras coisas, mas não as tenho, completamente como minhas. Sinto-me um ser sem casa, um pássaro sem poiso, uma folha de outono que foi arrancada da árvore e voa pelo vazio entre ventos vindos de vários sentidos. Sinto-me sem sentido.

Marisa

21 de outubro de 2016

Choque

Vir a casa sabe tão bem, não ter que fazer comer, descansar, ter a minha caminho, o meu cantinhos, a minha família, mas depois ter que levar com a minha avó sempre em cima e a querer saber tudo ou a falar sozinha, ou para nós, ou para nós mas sozinha, ou sozinha mas para nós e querer controlar tudo, pior que a voz do Secret Story é tão frustrante que só me dá vontade de apanhar o primeiro comboio para cima e fugir a gritar de braços no ar, tipo desenho animado.


Marisa

Isto está difícil

Há uma semana perguntara-me se já tinha escolhido quais as cadeiras de que vou deixar para trás. Está parvo, eu não deixo nada para trás. Respondi a brincar que seria Inglês porque não percebo o sotaque a metodologia de aulas do professor e História Contemporânea porque aquelas aulas são uma baralhação, mas na verdade não pensava em deixar nada para trás. Sou bolseira, não posso deixar cadeiras para trás só porque sim.

Uma semana depois, estou com vontade de "desistir para a vida" e só penso que irei a exame a história contemporânea e história e dinâmicas dos medias, só porque ando às voltas com os trabalhos e não sei o que fazer com nenhum deles. Para além do mais são os dois à base de arquivos de jornais do tempo da outra senhora... seria tudo muito mais fácil se houvesse jornais decentes. Com isto quero dizer que, ou há jornais que até têm coisas que se podem analisar mas não têm história ou edições suficientes, ou se têm edições, não se percebe nada do que está escrito, ou não há história desse jornal, ou não tem nada sobre os temas que preciso.

Estou a entrar em stress por estes trabalhos. Isto é quase missão impossível!

Marisa

20 de outubro de 2016

(Não) "Beber, cair, levantar"

Vamos embora pra benção
Não beber, cair, levantar

Ontem andei a espalhar charme por Leiria, meio vestida de pijama, em conjunto com todos os caloiros ao irmos para a bênção do caloiro. Bem que precisava de ser abençoada, que, sem beber nada (isto é um ponto importante visto que era algo académico e diz que os estudantes bebem muito, eu não sei o que isso é) esbardalhei-me ao comprido no meio do passeio, com um incontrolável número de gente a correr à minha volta. Valeram-meas três trajadas do meu curso que se puseram à minha volta e impediram que fosse albarroada por um bando de caloiros em modo pijama, e que ficaram comigo até recuperar minimamente as forças e me acompanh aram no resto da caminhada até encontrar o resto da turma.

Entretanto um joelho e um bocadinho da perna inchados, um cotovelo no mesmo estado e muitas dores. Incluindo as costas, não sei se dá queda se de ter dormido torta porque não tinha posição para estar.

O lado positivo, benção feita e primeira fita para a pasta de final de curso dm minha posse.

Porque posso sair, literalmente, mas levanto-me e, umas vezes a correr, outras a andar e outras a coxear ou até a rastejar ou saltar, eu irei voltar aquela Sé, com a fita que me foi entregue ontem, a receber a bênção de finalista. Porque a meta fica perto, assim que damos o primeiro passo na caminhada

Marisa

17 de outubro de 2016

Tragédias às segundas

Há quem diga que devia haver um dia entre o domingo e a segunda. Eu tenho esse dia! É exactamente a segunda, visto que a minha semana de aulas começa à terça.

Segunda é dia de fazer a mala, encher os tepawares de contida para uma boa parte da semana e apanhar o comboio rumo a mais uma semana de aulas.

Se a semana passada, a viagem custou bastante porque não estava envolta numa pilha de nervos e numa crise existencial, esta semana está a custar horrores porque o tempo está de chuva, não há sol, a falta de sol deixa-me entediada, tenho sono, se o comboio tivesse demorado mais dez minutos a chegar teria adormecido e só acordado em Coimbra. Como se não bastasse estou há meia hora no urbano quase no mesmo sítio porque o trânsito esta um caos e ninguém sabe porquê.

Eu demoro este tempo a chegar à residência e vou um bocado a pé. Hoje está a chover e venho carregada, nem pensar em ir à pé. Vou demorar muito tempo, "passear" à ESTG, mas pelo menos tenho intenções de parar só à porta da residência. Só espero que isto comece a andar melhor...

E continua a chover =(

Marisa

Sem noção

Ha pessoas que simplesmente não têm noção de que os outros não têm, nem podem, estar sentadinhos num determinado sítio apenas à espera que se alguém se lembre de dizer "Tens que estar aqui a X horas". Note-se que é "tens" não um "será que podes" e a X horas é, por norma, em média duas horas antes. Para além de dar ideia de não se ter opção de se ir ou não, ainda o fazem em cima da hora.

Pois está bem... Fazem isso com a pessoa errada. Sou maior e vacinada, tenho vida própria, e pensamentos também. Não é uma pessoa qualquer que me vai fazer mudar os planos, e mesmo que se esforçassem muito não conseguiam, porque duas horas nem dava para chegar a meio caminho do sítio onde era suposto estar. Ainda por cima sem saber para o que era... Oh santa paciência, que não tenho nenhuma para estas coisas.

Marisa

14 de outubro de 2016

Nível de cumplicidade

- Planos para amanhã?

- Pagas-te um gelado?

Tão bom quando nem precisamos de combinar sítio ou hora. Apenas seguir rotinas de há uns tempos atrás. Saber que,se estiver a fim, sabe bem onde quero é gosto de estar... E se foi uma tarde bem passada, mesmo o que eu precisava para relaxar da semana de nervos que tive. Clichés à parte, os pequenos momentos e as pessoas importantes são mesmo a melhor coisa que alguém pode ter =)


Marisa

13 de outubro de 2016

Dramas de livrólica

Estava numa aula de História Contemporânea e a professora falou dos "loucos anos 20" e a primeira coisa que me veio à cabeça foi "O Grande Gatsby" do Scott Fitzgerald, no mesmo momento a professora diz "como Scott Fitzgerald caracterizou tão bem no Great Gatsby..." e depois oiço uma voz  meio histérica a dizer "ai adoro esse filme".

NÃO! NÃO, NÃO, NÃO!

É feita uma referência a um dos escritores mais importantes da era contemporânea, um génio, um livro com reedições e reedições e vão dizer que "adoram o filme"?! Não pode ser! É uma afronta! Está bem que tem o Leonardo DiCaprio blablabla wishkas saquetas, mas nunca se diz que se adora um filme quando se faz referência a um livro. Ponto final, fim de história.

Marisa

11 de outubro de 2016

10 de outubro de 2016

Dream about

Tem vezes em em que ouvir uma determinada banda é como ter abraços de quem não está, não se ouve não se sente, mas que se precisa tanto... Um conforto desconfortável e irresistível

Marisa

9 de outubro de 2016

Quadro da memória

Vai sozinho por um caminho que não aparenta início ou fim. Segue curvado, amparado na velha bengala de madeira, a sua única companhia numa caminhada solitária de quem já viu muito no pouco, que verá pouco no muito e que já pouco terá a perder.

Vejo-o do alto de uma ponte e pergunto-me de onde vem, para onde irá. Questiono o porquê de um senhor, que aparenta ser um idoso com pouca força, estar ali num estreito caminho, sozinho, por entre montes e vales sem nada à volta, sem um único vestígio de uma casa, ou de outra vida sem ser a dele.


Escrevi este texto há quase um ano, numa viagem para o Algarve onde, no meio da auto-estrada em pleno Alentejo vi este senhor, sozinho, com um aspecto frágil, e ainda hoje me lembro dele, vejo-o como o retrato do isolamento dos idosos em Portugal que vivem em aldeias longe de tudo e sem condições, e ainda hoje me pergunto de onde vinha e para onde ia... A sua imagem é como uma fotografia desfocada na minha mente, mas está lá, e faz-se notar no meu pensamento de vez em quando. 


Marisa

5 de outubro de 2016

Ilusões em prosa

Num murmúrio o vento vem-me soprar o teu nome ao ouvido. Arrepio. Tremor. Calafrio. Viajo até outrora, para outra vida, para outra hora. Vejo-te à minha espera, no nosso quarto, na nossa esfera, dourada sob o sol poente que entra pela janela e bate no corpo quente. Ofusco-me com o teu brilhar, com esse sorriso de quem me está a chamar. Desejosa. Inocente. Poderosa.

Ocupas a minha mente mesmo não estando presente. À minha volta as pessoas andam, correm, falam, eu não existo, sou apenas um corpo com a mente em ti. Avanças, avanço, toco-te ao de leve, arrepias-te, sinto a tua pele de galinha quente, a chamar-me, a pedir mais. Tão forte, tão frágil, pele de seda, cabelo de cetim. Tocas-me, toco-te, explodes para mim.

Marisa


Feriado!

Levantar-me antes das nove da manhã é, por norma, um sacrifício. Excepto hoje, que dormir um excelente sono profundo e revitalizante de cerca de oito horas e acordei cheia de fome. E aqui estou eu, às nove da manhã de um feriado a meio da semana a tomar o meu pequno almoço descansada (só por isto vale a pena xD)



Marisa

3 de outubro de 2016

Haja perseverança, haja mudança.

A residência não é a minha casa, falta-me aqui a privacidade e o conforto de um lar. A casa é lar, é conforto, é privacidade, é o meu canto onde posso espatafurdiar à vontade, incluindo inventar palavras como espatafurdiar, sem ter que me preocupar se há alguém desconhecido à volta, é onde posso sujar a loiça e deixar por lavar e arrumar só porque sim, é onde não tenho que deixar a casa de banho impecável naqueles dias em que estou mais à pressa, é onde estou à vontade sem me preocupar se incomodo alguém, claro que há sempre o resto da família que mora lá em casa mas eles fazem parte do conforto e sendo um presença desde a eternidade estão incluídos no que é a privacidade.

Aqui tudo é diferente. Há pessoas diferentes, de culturas diferentes, com horários diferentes, educações diferentes, personalidades diferentes. A toda a hora há pessoas a entrar ou a sair ou a andar de um lado para o outro nos corredores cheios de ecos e nos quartos adornados de objectos que se podem rastejar no chão. portas a bater, pratos e talheres a tinlintar na cozinha, canalizações a trabalhar na casa de banho e pessoas a falar, ou a cantar, ou rir. Ruído e confusão serão as palavras ideais para descrever a residência. É difícil ter horários "decentes" por aqui, principalmente para quem não gosta de grandes confusões e "tudo ao molho e fé em deus". Tomar banho é melhor a meio da tarde, jantar depois das nove e meia e dormir só se consegue a partir da meia noite e meia ou uma da manhã, depois de inúmeras voltas na cama, quando o cansaço fica mais forte que todo o rebuliço do outro lado da porta do quarto.

O quarto. Ai o quarto, aquele que sempre foi o meu sítio preferido em casa... O quarto é partilhado, e ainda por cima pequeno. Não tenho queixas da minha colega de quarto, já falei disso anteriormente, conseguimos dar-nos bem e respeitar-nos o máximo possível tendo em conta as nossas diferenças horárias de entrada e saída. O quarto não é "meu", porque não é só para mim. Tenho a minha cama, a minha cadeira, a minha gaveta da mesinha de cabeceira, as minhas metades do roupeiro e do móvel pequeno e a minha escrivaninha. A escrivaninha é o que tem mais ar de meu pelo simples facto de ter os cadernos e livros numa das prateleiras.

A arrumação não é a pior de sempre, mas também não é a melhor. Dá para agora, quando vier o frio e tiver que trazes as roupas quentes é que vai ser pior. Neste momento tenho (quase) tudo aqui no que diz respeito a roupa usável nestas temperaturas, quando vou a casa levo a roupa para lavar e uma ou outra peça para usar, já que deixei lá pouca coisa e ainda tenho uns 3 dias de fim de semana, Ando constantemente com a mala às costas. Tralha para lá, tralha para cá. Fazer malas à segunda antes de vir, desfazer quando chego, voltar a fazer a mala à quinta para na sexta ser só "pegar e andar" e voltar a desfazer na sexta quando chego a casa.

Comecei a adorar as sextas. Duas horas de uma aula que, até agora, não me diz muito, ir a correr para a residência, apanhar um maldito e confuso urbano, sentir-me sortuda por chegar a tempo à estação, uma viagem turbulenta de comboio e finalmente Torres. A primeira paragem é na minha segunda casa, almoçar na geladaria dos primos, passar um bocado com eles enquanto está pouco movimento e descontrair um bocado, enquanto se satisfaz a gula no derreter de um gelado, até à hora do autocarro. Depois casa, a primeira casa, andar cinco minutos a pé da paragem até casa e dizer boa tarde a toda a gente -  porque na terrinha toda a gente cumprimenta toda a gente - chegar a casa, largar as coisas, depois tenho duas hipóteses ou tenho a Princesa em casa e abraço-a ou ela está na casa da tia e vou ver a tia avó que mora mesmo ao lado e só depois vou a casa da tia ter com a Princesa, dar-lhe um abraço e ficar chocada com as saídas altivas e que deixam todos sem resposta.

Começo a sentir que não sou de lá, nem sou de cá. Tenho os meus pertences e os dias divididos entre Torres e Leiria e isso é estranho. Não é mau, também não é excelente, é apenas estranho e diferente, algo que ainda se está a começar a enraizar.

A residência não é o meu lar, Leiria (ainda) não é a minha cidade, mas aos poucos as coisas vão ganhando forma e vou sentindo-me mais confortável. É tudo uma questão de tempo, de força e de vontade.

Haja perseverança, haja mudança.

Marisa

2 de outubro de 2016

Já não saio daqui

Estou há mais de meia hora no sofá de pernas "há chinês", super confortável, até ao preciso momento em que apenas pensei em levantar-me e percebi que tinha os pés dormentes... Já estou a antecipar o trágico momento de me levantar e sentar-me de seguida porque o meu pé direito não vai aguentar. Tendo em conta que o meu quarto fica no primeiro andar acho que ainda vou ter que dormir na sala.

Marisa