13 de setembro de 2016

Mais abraços

Surpresa! Ou nem tanto assim. Não deixa de ser surpresa, que não estava à espera de tanto calor assim. Apesar da chuva com que acordei à pouco, há coisas que aquecem muito mais que o tempo, como as pessoas.

Às vezes os "abraços" mais calorosos vêm de quem menos se espera. Digo "abraços" porque considero que há palavras que nos abraçam e nos aquecem.

Confesso-me nervosa. Tenho tanto para fazer que nem sei para onde me virar. Sinto-me um bocado com mãos e pés atados. Mas no meio disto tudo, decidi mandar mensagens a "chatear" duas colegas do secundário, a que não vejo há três séculos e outra que não vejo há século e meio, mais coisa menos coisa. Foi mais por descargo de consciência e resultado foi ter ficado de lágrimas nos olhos e um enorme sorriso no rosto. Porque às vezes é de onde não se espera nada que se recebe "tudo", porque foram aquelas duas alminhas com quem não fui mantendo contato que ficaram super felizes quando lhes dei "a novidade" e que se disponibilizaram para me ajudar no que eu precisar, quando precisar, com a maior sinceridade e carinho.

Possa, ando com os sentimentos à flor da pele e elas deixaram-me emocionada. Aquela cidade é um "mal de turma" como disse a brincar à nossa dt, que já sou a terceira a ir para lá estudar e a quarta à ir para lá viver, e ainda bem que o é, porque assim tive a prova de que apesar dos anos passaram e de seguirmos caminhos diferentes (ou parecidos só que em alturas diferentes) há coisas que ficam. Sei que se elas precisassem de mim, eu não ia hesitar em ajudá-las, já o fiz com outro de nós, também o faria por elas, e agora tenho a certeza que é algo mútuo, que apesar só tempo e da distância elas também estão disponíveis para mim. A isto posso chamar de cumplicidade, família talvez. Afinal há 8, quando entrámos para ESCO e nos disseram que, a partir daquele momento, iríamos ser uma família, isso era mesmo verdade, confirma-se mais uma vez.


Marisa

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