28 de setembro de 2016

Chilling

Uma das maiores desvantagens de viver numa residência é o barulho. Somos muitas, dividimos o quarto, há vários corredores e vários andares, temos horários e rotinas diferentes. Somos diferentes em praticamente tudo, mas é questão dos horários e das rotinas que se torna mais difícil de digerir. Venho de um sítio pacato, uma aldeia pequena onde o barulho à noite existe, mas não é extremo e é de há tantos anos que já faz parte da "banda sonora" dos dias. Aqui tudo é diferente. Há barulho a toda a hora, são as pessoas que gritam, são os banhos, são os secadores, são os passos nos corredores, são pratos e tachos nas cozinhas, são as chaves nas fechaduras, são as portas a abrir e a fechar, são coisas a arrastar noutros quartos, Não me posso queixar da minha colega de quarto, que, apesar de termos horários diferentes, conseguimos orientarmo-nos  na medida do possível. Respeitamo-nos mutuamente, e isso é importante, fundamental.

Para além do barulho da residência há também o da rua, muitos carros, muitos carros, muitos carros, isto sem contar com as vezes que passam aviões de treino militar, que, por norma, não passam há noite. Há também muita luz. Luz que vem da rua pelas falhas dos estores, luz que vem do corredor pelo desnível da porta. Luz e mais luz.

Esta semana tem sido mais apertada, as aulas já começam a ser "a sério" já há coisas que estudar, já há trabalhos para fazer, contudo estes ainda se encontram em stand-by. Como decidi começar a cozinhar qualquer coisa cá para me alimentar melhor e não correr o risco de daqui a duas ou três semanas estar com um ar anoréctico também influencia o tempo e mais coisas para fazer. Pelo menos tenho comido melhor que a semana passada. A nível de barulho, esta semana também tem sido mais caótica, vê-se (e ouve-se) mais gente na residência e mais movimento leva a mais barulho.

Tem sido difícil descansar. Eu sou daquelas pessoas que precisa mesmo de descansar, de dormir, de momentos de silêncio, de alcançar o nirvana e ter os meus momentos de tranquilidade. Tem sido impossível ter isso tudo aqui. A noite passada foi para esquecer. Saí até não muito tarde. Meia noite já estava pronta para me deitar. Meia noite para um universitário é o início da noite, as oito/nove horas para qualquer outra pessoa, dirão vocês. Talvez, até consigo concordar com os exemplos que tenho, mas eu não estou habituada a sair até muito depois da uma da manhã, por isso meia noite é o meu recolher normal, depois de saídas. A hora a que cheguei é apenas um pormenor factual, não teria problema se tivesse conseguido adormecer, mas, lá está, meia noite é só o início da noite para a generalidade dos estudantes, e o barulho estava insuportável. O barulho e movimento aliados a um turbilhão de coisas a entrar em ebulição no meu cérebro geraram uma insónia do pior. Estive muito tempo para adormecer e quando o fiz, não dormi profundamente, apenas passei pelo sono e por muitos sonhos que não ficaram registados na memória, apenas a noção de que existiram.

Hoje era para ter saído, jantar de aniversário de uma velha amiga. Gostava tanto de ter ido, de estar com ela neste momento. Não consegui. O cansaço acumulado e este calor sufocante que nunca tinha sentido este ano, nem nos dias mais quentes do verão - é o que dá estar num sítio que não tem a brisa e a humidade da beira-mar do Oeste - deram cabo de mim, fiquei com uma enxaqueca enorme e um estado de nervos considerado. Mal conseguia estar de pé e ter os olhos abertos era, por si só, um enorme suplício. Tive que dizer que não podia ir ao jantar, sinto-me horrivelmente mal por isso, estamos perto uma da outra cinco anos depois de termos seguido caminhos diferentes e não consigo estar no seu aniversário e ser "o par" de outra velha amiga que, assim como eu, não conhece mais ninguém que ia ao jantar. Teve que ser. E como se costuma dizer "o tem que ser tem muita força". Também teve que ser deixar os apontamentos e trabalhos de lado porque não conseguia ler nada, escrever nada, pensar nada. Tentei dormir uma sesta. Inicialmente não consegui, tomei um comprimido para a dor de cabeça, pus os fones sem ligar a música só para abafar o som que me rodeava, recostei-me a ler um livro para ajudar a relaxar, sinto que foi um capítulo perdido por falta de concentração, mas o fim foi alcançado, por fim tentei bloquear ao máximo as fontes de luz e deitei-me, consegui adormecer facilmente e só acordei com o telemóvel a tocar duas horas depois. Fiz um daqueles jantares super softs de chá, sandes e fruta e vim escrever. Supostamente ia escrever um pequeno texto, mas a minha vontade e necessidade de escrever era maior do que imaginava e aqui estou eu a alongar-me numa grande reflexão sobre o cansaço. Que assunto desinteressante. Não importa, sentia falta de escrever.


Marisa


Run, run, run

Aulas, vir à residência, fazer o almoço, almoçar, lavar a loiça, trocar emails importantes, apontamentos, voltar para a faculdade, mais aulas, residência, banho, lanche, apontamemetnos, bolachas para não desesperar no meio de História Comtemporânea, fazer jantar, jantar, loiça, trocar de roupa, socializar, ver tunas, residência, insónias, música, internet, livros, conversa com colega de quarto, adormecer, acordar em cima da hora, despachar-me a correr, aulas, residência, fazer almoço, almoçar, loiça, emails importantes, blog, post de merda e desligar a correr para voltar para as aulas... Nunca mais é sexta-feira!


Marisa

Conflitos

O cérebro não para, precisa de descansar, sabe-o, contudo teima em entrar em ebulição de pensamentos, vagueia entre o que deve e o que quer, o que é e o que gostaria de ser, o isto é o aquilo. O coração não para, bate forte, rápido, sente, sente muito, mais do que devia, mais do que suporta, faz o cérebro pensar ainda mais. Gera-se um efeito bola de neve, cada vez mais rápido, cada vez maior. Turbilhão. Conflitos. Erupção.

Marisa

27 de setembro de 2016

Que ninguém me fale

Começar a semana de aulas com um mau estar que parece que está para chegar uma constipação e coisas que tal, não é de todo um sonho. Hoje o meu humor está pelas ruas da amargura por isso é bom que ninguém me chateie muito, com isto entenda-se que não me dirijam meus que três palavras seguidas...

You aren't my old friends so I don't can smile to you all day, yet. Be careful

Marisa

26 de setembro de 2016

Era hoje

Era hoje que ia satisfazer a minha curiosidade sobre a série Narcos, por nada em especial, apenas porque se houve tanto falar da série que fiquei com curiosidade sobre e há pouco, na falta de vontade de passar os apontamentos a limpo, decidi que ia ver o Narcos hoje. Depois percebi que o episódio tinha quase uma hora e, com o sono que tenho, era capaz de adormecer a meio. Fica para uma próxima, talvez para amanhã. Hoje fico-me por 2 Broke Girls só para descontrair. Não sou grande viciada em séries, mas sabe bem um episódio ou outro de vez em quando

Marisa

Love Mondays




As segundas sabem muito melhor quando são um dia livre...




Marisa

24 de setembro de 2016

Dream about

Era um pouco de sol, por favor! Servido bem quentinho, assim como que um chá que aquece o corpo, um sol que me aqueça a alma, numa esplanada à beira-mar, onde a água salgada a pele venha beijar. Era um pouco de sol quente acompanhado por um mar refrescante que me façam dançar. Era um verão em mim. Era tão feliz assim.

Marisa

21 de setembro de 2016

O que estás a fazer?

Quem é que nunca se perguntou o que está a fazer da vida? Porque é que segue o caminho onde está e não outro? Será que o presente tem futuro, tem razão, tem sentido? Será que é mesmo este o caminho?

Nunca se tem certezas de nada. É impossível. A vida é um conjunto de incertezas. Até o passado é incerto na (des)construção que fazemos das memórias na nossa mente. Há ncertezas em todo lado, e ainda bem. As incertezas são o que nos faz questionar, o que faz pensar. As incertezas encontram-se numa ténue linha entre o desespêro e a força para continuar.

O que estou a fazer? Será que este é o caminho certo? Já perdi a conta às vezes que me questionei sobre isto nos últimos tempos, principalmente na última semana. É tudo tão novo, tão diferente, tão desconhecido. Não é algo horrível, mau, insuportável. É apenas diferente. Não sei o que este caminho me trará. Não vou pensar se foi a melhor ou pior escolha. Foi uma escolha, foi a escolha que fiz e agora vou carregar as minhas interrogações e percorrer este caminho novo à descoberta do que ele me tem para dar. Se outro caminho poderia ser melhor? Nunca saberei porque foi este que escolhi. Como tal irei descobrir e aproveitar que ele tem de bom para me oferecer.

Marisa

17 de setembro de 2016

Conta-te poesia

Que efeito é esse
que tens em mim?
Que me faz ser tudo
o que não sou,
Que me faz querer
estar onde não estou

Somos opostos assumidos
Somos reflexos escondidos
Não és o que quero ter
És o que guia o meu ser

Contigo falta-me o ar,
Sem ti não consigo respirar
Somos corações perdidos,
Somos opostos rendidos


Marisa

14 de setembro de 2016

Primos will be Primos

- A sério Marisa?!

- Era uma piada...

- Era?!

- Se calhar é melhor não de dizer piadas quando for para a faculdade... :/

- Pah tu é que sabes o que é queres fazer à tua vida

- Então?

- Vais começar do zero... Queres dizer coisas dessas

- Ok, eu não vou dizer piadas! Está decidido.

Uma pessoa já nem pode dizer que uma suposta trela de cão era a fita de ginásio do primo. Não há respeito.

Marisa

13 de setembro de 2016

A loucura

Serei a única fã da trilogia de Grey a não ficar entusiasmada com o novo filme?

Marisa

Mais abraços

Surpresa! Ou nem tanto assim. Não deixa de ser surpresa, que não estava à espera de tanto calor assim. Apesar da chuva com que acordei à pouco, há coisas que aquecem muito mais que o tempo, como as pessoas.

Às vezes os "abraços" mais calorosos vêm de quem menos se espera. Digo "abraços" porque considero que há palavras que nos abraçam e nos aquecem.

Confesso-me nervosa. Tenho tanto para fazer que nem sei para onde me virar. Sinto-me um bocado com mãos e pés atados. Mas no meio disto tudo, decidi mandar mensagens a "chatear" duas colegas do secundário, a que não vejo há três séculos e outra que não vejo há século e meio, mais coisa menos coisa. Foi mais por descargo de consciência e resultado foi ter ficado de lágrimas nos olhos e um enorme sorriso no rosto. Porque às vezes é de onde não se espera nada que se recebe "tudo", porque foram aquelas duas alminhas com quem não fui mantendo contato que ficaram super felizes quando lhes dei "a novidade" e que se disponibilizaram para me ajudar no que eu precisar, quando precisar, com a maior sinceridade e carinho.

Possa, ando com os sentimentos à flor da pele e elas deixaram-me emocionada. Aquela cidade é um "mal de turma" como disse a brincar à nossa dt, que já sou a terceira a ir para lá estudar e a quarta à ir para lá viver, e ainda bem que o é, porque assim tive a prova de que apesar dos anos passaram e de seguirmos caminhos diferentes (ou parecidos só que em alturas diferentes) há coisas que ficam. Sei que se elas precisassem de mim, eu não ia hesitar em ajudá-las, já o fiz com outro de nós, também o faria por elas, e agora tenho a certeza que é algo mútuo, que apesar só tempo e da distância elas também estão disponíveis para mim. A isto posso chamar de cumplicidade, família talvez. Afinal há 8, quando entrámos para ESCO e nos disseram que, a partir daquele momento, iríamos ser uma família, isso era mesmo verdade, confirma-se mais uma vez.


Marisa

12 de setembro de 2016

O vai e vem da vida

A vida dá muitas voltas. O passado passou, o futuro está para vir. Mas nem sempre o passado e o futuro estão em polos opostos que não se tocam. Houve sempre uma perspectiva de futuro no passado e haverá sempre algo do passado no futuro.

E quando o futuro traz um pouco do passado ao presente? Tão bom... Principalmente por esse pouco desse passado ser tanto e demonstrar-se tão feliz quanto eu nesta perspectiva de reencontro.

E é assim, as voltas da vida de quem vai e de quem volta. Nada é certo, tudo é inconstante. Haja vontade e sorrisos. Haja novos ventos e velhos amigos

Marisa

11 de setembro de 2016

Do what you dream

Quantas vezes é que falámos nisto no último ano/ano e meio? Foram tantas que nem sei ao certo. Era um objectivo há muito desejado, um sonho há muito sonhado, algo que ficava sempre por fazer, algo que era sempre adiado, algo para o qual nunca tive muito apoio e força de ninguém. Era algo que fui deixando de falar para não ouvir mais "e tu eras lá capaz disso" e coisas do género. Falei disso ao F. Falei-lhe muita coisa sem saber porquê, apenas porque sabia bem falar com ele sobre isto ou aquilo, saber bem e confiar são os únicos motivos necessários para desabafar com alguém. Falei-lhe disto por estes dois motivos e, pensando bem no assunto, talvez lhe tenha falado nisto porque ele tinha ido, ele não acabou, nem chegou a meio, mas foi, e gostou, e era a única pessoa com quem falava mais à vontade que tinha tido essa experiência e que, acima de tudo, eu sabia, tinha a certeza absoluta que ele ia dizer que sim, que eu devia fazê-lo, que me faria bem, que eu ia gostar, que eu ia adaptar-me, que eu ia conseguir.

No fundo, posso considerá-lo uma espécie de impulsionador disto tudo. Alguém que, melhor ou pior, mais longe ou perto, mais ou menos tempo, eu sabia que ia estar lá. Era disso que eu precisava, alguém que eu soubesse que me apoiava, alguém que dissesse "vai", alguém me desse força e não chamasse maluca.

Na verdade, sinto-me um bocado maluca... Maluca por estar a entrar no desconhecido, ou pelo menos a tentar, maluca por não saber se vou ter capacidades várias para levar isto até ao fim, maluca por ir, maluca por querer voar quando gosto tanto do ninho e de quem está nele. Mas antes maluca por isto tudo do que maluca por ficar no mesmo lugar, a bater na mesma tecla, a pensar vezes sem conta no que seria se tivesse tentado. Antes maluca por persistir e tentar, do que maluca por desistir sem me mexer. Maluca com o tempo que passa a correr e não me deixa respirar, ao mesmo que tempo que se arrasta lentamente, parece quase morrer, e me deixa nesta incerteza do futuro. O que será? O que será? O que será?

Apesar de todas as interrogações e incertezas, sinto-me liberta, sinto-me bem comigo mesma e confiante. Acredito! Acredito em algo, acredito que sou capaz, acredito que vai correr tudo bem, acredito em mim. Há tanto tempo que não acreditava tanto em mim.

Acredito em mim, e só agora, há coisa de duas/três semanas, é que começo a acreditar no que fiz. Foi tudo tão rápido. Dediquei muito tempo a isto nos últimos seis meses, chateei algumas pessoas por causa disto, percebi que tinha mais apoio, para além do F. Não são muitos os que sabem, mas são os suficientes, e apoiam-me, e ou melhor ou pior, estão nisto comigo.  Os meus pais apanharam um choque, a maior parte das pessoas apanhou um choque, na verdade. Eu dizia que não o ia fazer já, que estava só a preparar as coisas, e que mais tarde tentava. Eu não estava mesmo a ponderar fazer isto tão cedo. Depois tudo mudou. E foi tudo tão rápido.

O meu mundo desabou e, aí, eu percebi que queria mesmo isto, que o tinha que fazer agora ou nunca. Voltei-me novamente para o F, foi ele que, naquela tarde, me disse "vai" e "ainda tens tempo". Foi a ele que, no meio do meu caos interior, eu voltei a "chatear", porque, inconscientemente, no meio do desespero de quem leva com uma notícia que põe em causa o futuro e os sonhos e não pode fazer nada naquele momento, sabia que ele ia dizer o que eu queria e precisava de ouvir. E assim foi. Ergui a cabeça, acabei o dia de trabalho, vim para casa pesquisar e saber tudo o que tinha que fazer no tão pouco tempo que me restava. Ainda nem sequer tinha certezas de quais eram as minhas opções definitivas. Era sexta-feira e o fim-de-semana passou num ritmo pesadamente lento. Não podia fazer nada ao fim-de-semana, e a ideia de que na segunda estava a trabalhar e na terça não tinha muito tempo e só tinha até quarta para o fazer não ajudaram muito. Na segunda de manhã falei com a chefinha e ela deu-me a tarde para eu tratar de tudo. Foi tudo em tempo recorde. Tive a prova em que ainda há, pelo menos, uma funcionária pública decente neste país, mas só uma que a outra jasus que nem me quero lembrar de tanta atrapalhação e falta de vontade. Ouvi a frase "esse papel significa que os passarinhos estão a ganhar asas para sair do ninho" e fez-me sorrir - afinal há mais uma funcionária pública decente, já são duas, outro recorde para além do tempo. Essa noite foi passada a pesquisar, a fazer comparações pela enésima vez em muito pouco tempo, a decidir-me. Na terça de manhã tinha tudo feito e enviado devidamente. Não a 100%, que, por falta de informação, não pedi algo no dia anterior que me poderia vir a ser útil. Paciência, consegui.

Consegui dar o primeiro, o segundo e terceiro passo, não sei se irei conseguir entrar nesta aventura, mas já não posso fazer mais. Fui mais forte que os meus medos, que as minhas incertezas, que os meus anseios. Fui mais forte e sinto-me mais capaz, mais livre. Agora é esperar e continuar a acreditar.


Este post foi escrito há umas semanas.. Parece que já foi uma eternidade, porque o tempo tem andado muito lentamente, aliás tem-se arrastado... No sábado à noite comecei a ver na Internet que, numa página do site DGES, já dava para ver os resultados das colocações da primeira fase de candidaturas ao ensino superior. Não consegui. Bloqueei tudo. De repente recebo um e-mail da DGES a dizer que fiquei colocada na minha primeira opção. Supostamente os resultados só sairiam hoje. Tive as novidades mais cedo. Tremi. Tremi muito. Mandei mensagem aos meus primos que sabiam. Os primos responderam a dar-me os parabéns, a prima ligou-me imediatamente e estivemos meia hora a falar  Entrei! De hoje a oito dias estou na faculdade, no meu primeiro dia de aulas como estudante universitária. Entretanto tenho muito que fazer, muito que organizar. Tenho uma semana pela frente para mudar a minha vida radicalmente. Consegui! Entrei! Não cabo em mim de felicidade e curiosidade para o que aí vem. Consegui! Consegui mesmo!!!


Marisa

10 de setembro de 2016

23 anos

Mas depois vejo um pastel de nata e vou logo pegar numa colher para comer... Não há volta a dar


Marisa

Nível de cumplicidade

- Não sei se vou conseguir... Agora é esperar para ver...

M - Não penses nisso, faz como se não fosse acontecer nada. Vou acender uma velhinha mental por ti

- Só uma?! Sabes que não correu assim tão bem...

- Ok, vou acender duas ou três velas mentais por ti!


Quando se desabafa com o primo mais novo pela primeira vez na vida... Podia ter sido pior. Tenho velas mentais acesas. A pura da loucura.

Marisa

Constatação interessante

Sou uma pessoa que gosta de embirrar de quando em vez, admito. Assim como admito que me falta muitas vezes a paciência e levanto a voz mais vezes do que devia, muitas das vezes sem razão ou grandes motivos ou moral para o fazer. Fervo em pouca água e descarrego sempre em quem me é próximo, mesmo que o meu problema maior não seja com estes. É algo que não me orgulho, mas que a maior das vezes faço involuntaria e inconscientemente e só me apercebo de tal mais tarde.

Ontem, quando estava a brincar com a minha irmã a tentar enganá-la ao dizer que tinha discutido e zangado-me com o Primo mais velho - coisa que ela não acreditou - constatei que nunca, mas mesmo NUNCA, em toda a minha vida discuti com ele. Nem com o R nem com a prima M. Nunca na minha vida discuti com eles dois, nunca os questionei, nunca lhes levantei a voz, nunca me zanguei com eles, nunca fiquei magoada com eles. Especialmente com R. Sempre o tive como a pessoa mais importante da minha vida ou a minha pessoa especial e até o meu anjo da guarda... mas nunca tinha pensado neste pormenor de nunca ter tido uma discussão que fosse com ele, e ele é das pessoas que sempre teve uma grande presença na minha vida.

Marisa

9 de setembro de 2016

Nomes

Os nomes das pessoas que me enchem o coração são palavras que me tocam a alma e me fazem sorrir quando me saem da boca

Marisa

Speedy Random Post

Há quem acredite em santos e em milagres... eu acredito no Primo mais velho, principalmente se o assunto for tecnologicó-informático. Só ele para desfazer todas as minhas trapalhices neste aspecto e me salvar a vida

Marisa

8 de setembro de 2016

E com esta me deito

Vou dormir a pensar no sonho que me acordou na madrugada, toda eu êxtase e felicidade e um bocado de frustração por saber que não devia sonhar com tais ilusões, mas nas quais me continuo a embalar em adormeceres esporádicos. Já sonhos assim, raramente tenho. E ainda bem... Ou ainda mal. Pior foi o que se seguiu, tão angustiante e obscuro e cheio de pessoas e ações negativas... Sorte o meu cérebro apagar boa parte dos pesadelos e não conseguir recordar mais do que umas ideias vãs e umas imagens nubladas do que se passou. Ficou o sonho bom, mas que não devia ser sonhado, na lembrança de um sorriso durante o dia e ao cair a noite e surgir as estrelas é a ele que me abraço para não trazer mais nada ao meu regaço, pois se for para lidar com fantasmas, passados ou futuros, que sejam aqueles que trazem  brilho no olhar e com os quais eu já sei lidar.

Marisa

7 de setembro de 2016

Mudanças

Diz o provérbio que quem muda deus ajuda e dizem as "más línguas" que quando uma mulher muda de penteado é porque se prepara para mudar a sua vida...

Hoje foi dia de ir ao cabeleireiro... O resto poderá vir depois...

Que venham as mudanças e, consigo, traga a vontade e perseverança...

E já agora que haja muita paciência para esperar pelos novos ventos que possam vir, ou não.

Marisa


Speedy random post

Porque que é que depois há aqueles pessoas que assim que sabem a data de aniversário de alguém, têm logo que dizer o signo da pessoa em causa como se fosse a coisa mais importante e reveladora do mundo?

Marisa

Pequenina

Tenho frio! Os meus pés estão gelados, acho que preciso de umas meias quentes para conseguir dormir. A cama é grande demais para mim que, encolhida, na escuridão, devo parecer uma almofada por baixo do edredom. Os olhos querem fechar-se mas teimam em abrir de quando em vez. Dou voltas na cama. O tempo é curto mas, mesmo assim prolonga-se e demora. Leva-me à exaustão. Pressiona. Pressiono as pálpebras, tento parar o cérebro, tento dormir. Posso ser a Bela Adormecida e só acordar quando o feitiço quebrar e tudo se estiver a compor? Claro que não. Tenho que me manter firme e enfrentar tudo o que vier. Tenho que acreditar. Tenho que crescer. Mas agora preciso de me enroscar e ser pequenina e dormir e descansar.

Marisa

4 de setembro de 2016

Dream about

Há pequenos emails que nos abraçam e nos aquecem e os fazem sorrir, até encarar melhor o final do fim de semana...

Marisa

3 de setembro de 2016

Dream about

Queria uma certeza e uma lágrima enxuta. Queria um abraço apertado e olhar que me escuta. Queria as malas feitas e que o destino que ambiciono estivesse dado como certo. Queria todos ao pé de mim, não me quero despedir de ninguém mas quero tanto partir. Queria que tudo estivesse a correr sem percalços. Queria sentir a minha areia nos meus pés descalços, ao mesmo tempo que queria entrar em novos horizontes. Queria respirar o presente. Queria o futuro. Queria pôr tudo para trás das costas agora. Agora. A hora.


Marisa

2 de setembro de 2016

Conta-te poesia

Palavras leva-as o vento,
Histórias  guarda-as o coração
Bons livros,
Boas memórias
Abraços quentes
De palavras que tocam
A pessoas que amam

Palavras com histórias
Perpetuam-se no tempo,
Marcam a vida
De quem transborda sentimentos,
Se encontra e se perde
A cada história que lê,
A cada livro que ergue

Marisa

1 de setembro de 2016

Music Box | Homem Do Leme

Esta é a música...

Talvez a minha música preferida de sempre... há músicas que vêm, outras que vão... esta permanece no meu coração desde que me lembro e, provavelmente, para sempre, porque o primeiro amor não se esquece e esta banda é sem dúvida a minha primeira banda preferida. 

Neste momento, mais que nunca esta música reflete um pouco de mim, da minha vontade, da minha gana, da minha luta, da minha vida...






Sozinho na noite
Um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
Ofusca as demais

E mais que uma onda, mais que uma maré
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme

E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder

No fundo do mar
Jazem os outros, os que lá ficaram
Em dias cinzentos
Descanso eterno lá encontraram

E mais que uma onda, mais que uma maré
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme

E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder

No fundo horizonte
Sopra o murmúrio para onde vai
No fundo do tempo
Foge o futuro, é tarde demais

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder


Homem do leme, Xutos & Pontapés. 

Marisa
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