9 de julho de 2016

Lar doce lar

Em cinco anos muito muda. Muda tanto. Mudam coisas, mudam pessoas, mudam sítios. Por outro lado há coisas que nunca mudam. Os sorrisos, os braços abertos, a felicidade de quem me recebe e a minha, que volto para matar saudades desta minha eterna escola, a que sempre chamarei casa. A casa que não é casa mas que me deu uma família. Uma família que não é de sangue e que, de uma maneira ou outra se acabou por afastar, mas terá sempre um lugar especial no meu coração. Uma escola, uma casa, um ninho, do qual já levantei vou mas em que, de vez em quando, sabe bem voltar a poisar. Seja por 5 minutos ou por uma manhã, do lado de dentro daquele portão será sempre a minha casa. A casa que me deu tanto, a casa onde eu também deixei um pouco de mim.

Por mais tem que passe, do outro lado daquele portão sinto-me sempre bem. Por mais que mude, dentro ou fora daquele portão serei sempre um pouco de Rose Marise, um toque de C9, uma menina da ESCO. Do lado de quem passou por esta escola tudo é diferente. Do lado de cá tudo é mais sentido. A vista da varanda do último andar, mesmo em frente à sala 13, será sempre especial. A escola vista da sala 13 foi a minha paisagem durante 3 fantásticos anos. Voltar a olhá-la daqauele canto alto é mágico e nostálgico. A magia e a nostalgia andam de mãos dados a cada visita à ESCO. A cada regresso a casa há um aperto no peito carregado de saudade e uma leveza na alma do conforto que este sítio e que estas pessoas (pessoal docente e não docente) me dão.

Ontem voltei mais uma vez a casa. Por um motivo especial e, ao mesmo tempo, só porque sim. Só porque sim, será sempre o melhor motivo para voltar, porque a ausência de motivo é a presença de sentimentos a falar.

Marisa

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