30 de julho de 2016

Abraço

As melhores coisas do mundo não são mesmo coisas, e são mesmo aquelas que não se esperam. Isto podem parecer apenas meros clichés, mas a verdade é o melhor que aconteceu hoje foi mesmo algo do género. A melhor coisa do meu dia, da minha semana, do meu mês (acaba amanhã por isso já posso dizer isto) não foi uma coisa, foi uma pessoa, que apareceu sem eu menos esperar.

O que é que podia pedir mais, no final de um longo dia de trabalho, que a minha melhor amiga, a minha cabra, a minha Mp do coração me aparecer à frente sem eu sequer saber que ela já tinha chegada a terras lusitanas?! Nada, nada, nada! Devo ter ganho novas mil cores, um sorriso gigante e crescido meio metro quando a vi aproximar-se. Que se dane o profissionalismo, abracei-a assim que chegou ao pé de mim e caguei para o resto. Era a minha última hora, do meu penúltimo dia ali e era a minha amiga com quem não estava desde o início do ano e que vive noutro país... Foi tão bom, encheu-me de alegria, o cansaço do dia está cá mas é muito mais suportável depois deste reencontro inesperado e não planeado.



Marisa

29 de julho de 2016

SEXTA-FEIRA!!!!!!!!

Foi a minha última folga dos próximos 10 dias!



Só de pensar na próxima semana fico cansada. Mas vamos lá. You can do it, Mary. (momento parvo em que começo a falar em inglês para mim mesma). Tenho que pensar positivo, depois destes infindáveis dias seguidos a trabalhar vou ter uma sessão no centro de emprego. Tão bom. Só que não! Não há de ser nada. Pelo menos irei ter 3 tardes livres (em principio) e na segunda, pela primeira vez em muito tempo não terei que acordar antes das seis da manhã...

28 de julho de 2016

Protejam os animais!

A não ser que seja o grilo que está a cantar, todo doido que nem uma fã do Bieber, no meu quintal e não me deixa dormir com a janela aberta. A ele podem torturar, assim como será tortura dormir com calor

Marisa

27 de julho de 2016

Paraíso. Finalmente!

Mar. Praia. Sozinha. Música. Livro. Duas horas no meu pequeno paraíso. Era mesmo o que eu precisava. Soube tão bem.


Marisa

26 de julho de 2016

Antecipadas

Hoje é o dia dos avós. Hoje os avós deixam de ter defeitos e passam a ser as melhores pessoas do universo. Amanhã já passa e ninguém se lembra que tem avós...

Eu e as minhas primas, sem sabermos que hoje seria dia dos avós, prestámos uma "homenagem", digamos assim, no facebook, ou seja, onde ela não verá, e ainda bem, senão éramos deserdadas...

Foi uma coisa simples. A J apenas partilhou comigo esta imagem e eu e a M comentámos muito poucco. Mas a publicação em si diz tudo.


Só não sei se seriam só 5kg, porque quando a cadela da J e da M vem cá a casa a nossa avó só não lhe dá mais comer porque nós ralhamos e não deixamos. Se não dissessemos nada a bicha não só engordava 2kg numa tarde, como apanhava uma intoxicação qualquer devido a alimentos que os cães não podem comer mas para a avó "isso não faz mal nenhum". Há que dar o desconto. Ela só está a fazer com a cadela o que fazia com os netos =)

Marisa


Neura

O sol não se dignou a aparecer hoje. Salvo a meia hora em que meio raio de si ultrapassou o nevoeiro. E isso é insignificante depois de ter passado meia hora ao telefone com os senhores da operadora móvel que se gaba de ter o "melhor do mundo", com o fim de perceber as alternativas ao meu pacote. Dessa meia hora 15 minutos, pelo menos foram entre esperas, passagem de linha e mais esperas. O que é que me ofereçam?! Nada. Ok ofereçam qualquer coisa, mas nada em concreto e nada do que pedi. Porque mesmo repetindo três ou quatro vezes que queria saber quais os pacotes que tinha DIFERENTES do meu actual, eles não me disseram mais do que o preço do meu pacote só que com menos telemóveis associados. Se era para subtrair oito euros e qualquer coisa, eu teria feito isso sozinha. Resumindo perdi mais de meia hora do meo dia com um telemóvel colado ao ouvido (coisa que odeio), a ouvir alguém que não sabia explicar nada e que dizia trinta mil palavras por segundo com um tom super bruto. Das duas uma, ou era a mesma pessoas que me ligou para "oferecer" não sei o quê se eu pagasse mais não sei quanto há pouco tempo, ou o factor essencial para se ser assistente telefónico da operadora é falar rápido para que os clientes não percebam o que é que estão a oferecer/cobrar ao certo e ser-se bruto. Adoro. Assim como adoro o facto de alterações de contrato só se poderem fazer por telefone e não pessoalmente, nas lojas.

Vá nem posso ser muito má que, mesmo sem pedir, os senhores que têm o "melhor do mundo" ofereceram-me uma enorme de uma puta de uma dor de cabeça. Sem pagar nada! Ah espera, tive que pagar o raio da chamada, que não só valeu-me de muito pouco, como também metade dela foi a ouvir música. Fantástico! Só que não. Idem lixar-vos e enfiar fidelizações enormes num sítio que eu cá sei! Siiiiiiiiiiiiim.

Marisa

25 de julho de 2016

24 de julho de 2016

Uma dúvida

Amanhã é segunda, sexta ou outro dia qualquer?

Sete meses sem trabalhar aos fins de semana, salvo uma insignificante excepção, já não estou habituada a isto...

Marisa

Verão

Verão: Aquilo que aparece às vezes quando eu estou a trabalhar. Gostava de o conhecer. Diz que é simpático, que faz as pessoas felizes e até dá para ir para a praia...





22 de julho de 2016

Dream about

Somos todos personagens do livro de nós mesmos. Somos o bom e o vilão. Somos o fantasma do passado, do presente e do futuro. Somos a princesa bondosa que vive num mundo encantado, e bruxa malvada que vive numa gruta. Somos a personagem principal, a secundária e até os figurantes. Somos tantos e tão pouco. Somos o que somos. Somos o que não sabemos que somos. Somos o que todos vêem. Somos o que ninguém vê. Somos o nosso mundo. Somos a nossa história.

Vivemos num livro inacabado, escrito a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo, a cada fração de segundo. Escrevemos com palavras, com gestos, com pensamentos, com momentos. Somos livros, somos histórias, somos memórias. Somos personagens tentando ser reais. Vestimos e despimos as roupas que nos dão a conhecer ao mundo, mudamos as máscaras, mudamos o discurso e tom de voz, tudo consoante o momento que se está a passar, a pessoa com quem estamos, o sentimento que temos. Somos uma reinvenção de nós e do mundo. Somos o mundo concentrado num ser, um misto de muitos e muito. Somos mais do que pensamos, somos mais do que aspiramos. Somos sonhos. Somos vida.

Marisa

21 de julho de 2016

De manhã é que se começa o dia

Acordar cedo no primeiro dia desde sexta-feira que tinha para acordar cedo não fazia, propriamente, parte dos meus planos... Não que quisesse passar a manhã na cama, mas acordar, de um sono profundo, às oito e meia da manhã com o puto a chamar-me aos berros e a bater em algo como se tivesse a acontecer um terramoto de 9.5 na escala de Ritcher, é tortura. Dormia pelo menos até às nove/nove e meia. Mas ter acordado cedo, ontem, acabou por ser bom... Passei uma óptima manhã de praia. Apesar de não estar muito calor, por estar uma brisa fresca, uma manhã de praia, na minha praia, onde apenas estavam duas ou três pessoas a pescar e a minha família, nada me teria sabido tão bem como passar a manhã na praia.

É tão bom. A minha praia. O meu mar. Toda aquela paz e tranquilidade que só ali encontro...

foto da minha autoria

Marisa

20 de julho de 2016

Dream about

Nem tudo é perfeito
Nem tudo é feito de defeitos
A perfeição é a mais imperfeita ilusão
A imperfeição é a mais perfeita condição.

Marisa

19 de julho de 2016

Arrepio

Os bailarinos, o cenário, a fotografia, o guarda-roupa, a coreografia, a voz, a música, o texto... Arrepios, muitos arrepios.

Que o Cifrão tinha jeito para escrever coisas bonitas e profundas, eu já sabia... Que o Vintém e o Licínio e a equipa Beat Movies tinha uma enorme competência de realização, eu já sabia... Que a Vanda e o Nuno eram excelentes bailarinos e coreógrafos, eu já sabia. Que todos juntos na Online Dance Company iam, todos, fazer uma mistura explosiva, eu também já sabia... Mas nunca pensei que me pudesse arrepiar tanto ao ponto de ficar de boca aberta e pele de galinha...

Desfrutem




Marisa

18 de julho de 2016

2nd round



Há 2ª fase é que é! Onde é que eu já vi este filme antes? Hum há cinco anos atrás... E foi na segunda fase que tirei um 16 (mais décima, menos décima). Pode ser que desta vez seja igual... Se bem que desta vez não estudei quase nada para a 2º fase...

#PrayForMe and muita Merda. Merda com M grande e sem esteriscos a disfarçar, que se é para falar em bom português é mesmo isso que tem de ser =)

Marisa




17 de julho de 2016

És tu, Sebastião?

 Acordei cedo e aproveitei para estudar um bocado antes de ir trabalhar... Decidi-me por rever a Mensagem e quando fui abrir os estores estava uma manhã de nevoeiro. Coincidência engraçada ou um bom presságio? Seja como for, teve a sua piada.

Um bicho estranho chamado ansiedade

O acto banal de conseguir sentir-me bem num grupo de pessoas com quem não tenho grande à vontade com a maior parte delas - pessoas que raramente vejo e que são praticamente desconhecidos - é, para mim, um sinónimo de vitória. O que para muitos poderá ser um mínimo pormenor, para mim, é um acto complexo, cheio de passinhos e tentativas falharas para combater todas as inúmeras inseguranças que tenho e, forçosamente, dominar-me nesse, tão banal e complexo acto de socializar.

Os medos que me controlam a ansiedade, e descontrolam a minha vida, passam por isto, também. A falta de confiança leva ao bloqueio quando se trata de estar com pessoas que não me são próximas, pelos motivos mais espatafurdios possíveis e imagináveis.

Eu sei que tenho que lutar contra tal, sei que tenho que ser mais teimosa e mais forte que os meus medos. Se não controlar os medos e as inseguranças não terei forças nem meios para lutar pelos meus sonhos. Vou tentando, vou lutando, vou teimando, vou conquistando. Por vezes é frustrante, noutras quase impossível e insuportável. Tenho que ser persistente, por mais vontade de desistir e de me isolar. O isolamento não é o caminho e eu sei disso. É difícil ter força 24 sob 24 horas. Mas não é impossível mudar. Então a cada passo, vejo uma vitória, uma recompensa pelo esforço, um pormenor de mudança. E começo a sentir e perceber que, apesar de custar a dar o passo de me descontrair e conviver com pessoas diferentes, de sair da rotina, quando o faço sabe bem, é reconfortante e até divertido.

Ontem consegui-o com pessoas com que nunca me consegui sentir à vontade. Não foi por muito tempo, mas foi o suficiente para me sentir integrada e descontraída. Afinal é nenhum bicho de sete cabeças, é apenas ser eu, é apenas um sorriso, é apenas vontade e predisposição.

Marisa

15 de julho de 2016

Ou tudo ou nada

Ou não se há-de passar nada na minha vida, ou hei-de ter tudo para fazer ao mesmo tempo. Ora vejamos, fim-de-semana a fazer promoção o dia todo, sábado sair da promoção ir para a festa de anos do primo mais novo, segunda-feira trabalhar desde madrugada até sei lá que horas, e no meio disto ainda vou ter que arranjar um tempinho para rever a matéria de português, porque terça de manhã tenho o exame da segunda fase.. Tão bom. Ainda por cima, nos dias mais quentes do Verão, até agora... Tarde de terça, chega rápido!!!!!!

Marisa

14 de julho de 2016

Deram about

Carta para mim em particular e para todos no geral...

Faz-te à vida!  Arrisca! Não te conformes. Não te agarres ao mínimo se podes ter o máximo. Já te esqueceste do #rumoao20?! Não te esqueças. Agarra todas as oportunidades. Agarra o teu sonho! Tu tens força! "O sonho comanda a vida", nunca te esqueças. "Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive..." Sê grande. Reduz ao mínimo os nervos e os medos. Eleva ao máximo a vontade é os sonhos. Arrisca. Vive!

Marisa

Se o Éder marcou...

Desde que se soube as palavras do Ronaldo aquando os penaltis, o "que se foda" tornou-se quase como um mantra nacional. Pois eu acho que o Ronaldo plagiou alguém que me é próximo e querido e tem uma paciência de santo para mim. Alguém que me já me disse muitas vezes, "vai e caga nisso" e muitos "que se foda". Posso dizer que ele é uma pessoa muito motivadora, ou então é só parvo. Um bocadinho das duas coisa, vá. Seja como for, ele apoia-me (tem dias) e de vez em quando até consegue ser engraçado/criativo. Nestes últimos dois dias, estava toda nervosa e expectante e sem vontade de ver a minha miserável nota do exame, que pensei que era entre 8/9, talvez menos. Método de motivação do gajo?! O melhor de sempre! "Se o Éder marcou o golo da vitória, tu consegues o 9,5%" Na verdade, preferia a "se eu entrei na faculdade, tu consegues tirar 20", mas esta do Éder era mais realista e atual.

E se o Éder marcou o golo da final, eu consegui ter um 10 no exame. Uma vergonha de nota, mas já não tenho grande coragem para ir à segunda fase, fazer melhoria.

Seja o que tiver que ser...

Marisa

12 de julho de 2016

História de um cachecol quase desfeito

Era uma vez um cachecol comprado por altura do Euro 2004. Foi esse cachecol que esteve ao meu pescoço em todos os jogos desse Europeu, e do Mundial que se seguiu e do outro Europeu a seguir. Foi esse cachecol com que tapei a cara para não ver as jogadas perigosas contra nós. Foi com esse cachecol ao pescoço que roí todas as unhas. Foi esse cachecol que abracei a cada derrota. Foi esse cachecol que abanei a cada vitória.

A cada jogo de nervos, esse cachecol foi-se desfazendo nas minhas mãos e até nas do Primo M. Os nervos, na altura, davam ou para roer as unhas ou para desfiar o cachecol. Ele só sobreviveu porque, mais tarde, comprámos outro. Outro esse, ao qual me agarrei nesta final. E em tantos outros jogos.

O velhinho cachecol foi-se desfazendo e meio que "abandonado" à medida que a minha crença na seleção também perdia a sua forma original. Aquela vibração, aquela fé, aquela garra, aquela sede de vitória em mim foram-se dissipando desde há uns 4 anos para cá. Nunca acreditei que Portugal chegasse onde chegou e, muito menos, que fosse campeão europeu. Apenas a uns 20 minutos da segunda parte, quando comecei a ver o jogo, é que a esperança e o nacionalismo e patriotismo começaram a surgir em mim. Mas ainda tinha as minhas dúvidas, muitos menos, mas estavam lá. Felizmente a seleção, os "heróis do mar", deram-me uma enorme chapada na cara, E uma maior ainda aos franceses.

Pergunto-me se haverá, na história do futebol, mais alguma seleção que tenha sido campeã europeia  (ou de outra competição qualquer) ao ganhar apenas um jogo nos 90 minutos regulamentares. Portugal conseguiu!

Portugal conseguiu, mesmo! 12 anos depois da última final. Fomos a "seleção miserável", os "gregos" que roubaram a a taça à seleção da casa. Ainda não acredito. O Éder marcou e deu-nos O Caneco. Ainda não acredito. Somos Campeões Europeus! Ainda não acredito.

O velhinho cachecol, que sempre guardei com ternura por simbolizar o início da minha paixão por futebol, estava guardado dentro do roupeiro, mas depois do apito final, mesmo com o outro cachecol ao pescoço, fui buscá-lo. Ergui aquele que queria ter erguido há 12 anos e pu-lo ao pescoço. 12 anos depois o sonho cumpriu-se. 12 anos depois, aquele cachecol meio desfeito e a minha crença esfarrapada uniram-se e transformaram-se num todo. Dificilmente o deitaria fora, agora muito menos, nem que ele fique reduzido a linhas soltas. Aquele cachecol sou eu, e eu sou aquele cachecol.


Já começo a acreditar....

Somos, mesmo, campeões Europeus!

Obrigada seleção!

Obrigada pela chapada...
Obrigada pelo título...
Obrigada pela taça...
Obrigada por não desistirem...
Obrigada por acreditarem...
Obrigada vencerem...
Obrigada Campeões!



Marisa

ps. este texto foi escrito de cachecóis ao pescoço e lágrimas ao canto do olho depois da final, no Domingo

9 de julho de 2016

Missão impossível

Sair à notei com uma roupa simples e gira, que não seja de inverno e não passar frio...

Ai não sei como há quem consiga andar de calções e t-shirt nestas noites

Marisa

Lar doce lar

Em cinco anos muito muda. Muda tanto. Mudam coisas, mudam pessoas, mudam sítios. Por outro lado há coisas que nunca mudam. Os sorrisos, os braços abertos, a felicidade de quem me recebe e a minha, que volto para matar saudades desta minha eterna escola, a que sempre chamarei casa. A casa que não é casa mas que me deu uma família. Uma família que não é de sangue e que, de uma maneira ou outra se acabou por afastar, mas terá sempre um lugar especial no meu coração. Uma escola, uma casa, um ninho, do qual já levantei vou mas em que, de vez em quando, sabe bem voltar a poisar. Seja por 5 minutos ou por uma manhã, do lado de dentro daquele portão será sempre a minha casa. A casa que me deu tanto, a casa onde eu também deixei um pouco de mim.

Por mais tem que passe, do outro lado daquele portão sinto-me sempre bem. Por mais que mude, dentro ou fora daquele portão serei sempre um pouco de Rose Marise, um toque de C9, uma menina da ESCO. Do lado de quem passou por esta escola tudo é diferente. Do lado de cá tudo é mais sentido. A vista da varanda do último andar, mesmo em frente à sala 13, será sempre especial. A escola vista da sala 13 foi a minha paisagem durante 3 fantásticos anos. Voltar a olhá-la daqauele canto alto é mágico e nostálgico. A magia e a nostalgia andam de mãos dados a cada visita à ESCO. A cada regresso a casa há um aperto no peito carregado de saudade e uma leveza na alma do conforto que este sítio e que estas pessoas (pessoal docente e não docente) me dão.

Ontem voltei mais uma vez a casa. Por um motivo especial e, ao mesmo tempo, só porque sim. Só porque sim, será sempre o melhor motivo para voltar, porque a ausência de motivo é a presença de sentimentos a falar.

Marisa

8 de julho de 2016

Televisão desligada

É melhor jogar pelo seguro e deixar a televisão desligada no domingo.

Recuando a 12 atrás, ao Europeu onde mais vibrei, estávamos em 2004 e só vi dois jogos completos, desde o hino às lágrimas, o primeiro e o último, Portugal vs Grécia, Portugal vs Grécia. Neste Europeu não vi um único jogo, apenas bocadinhos. O de ontem nem consegui ver nada. Mesmo não tendo grande fé na selecção portuguesa, claro que ficava doida de contente se conseguimos ser campeões. Por isso, vou jogar pelo seguro e não vou ver o jogo todo, nem me concentrar muito nele. Um livro ou uma série no pc, serão uma boa opção para me ocupar Domingo às oito da noite. Tudo pela selecção, até não ver o jogo todo.

Marisa

7 de julho de 2016

Mar

Encontrado num recanto da vila de Santa Cruz...



"De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Cheiro a terra as árvores e o cego
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro"

Mar, Sophia de Mello Breyner Andersen

6 de julho de 2016

Viver no campo

Viver no campo tem as suas vantagens... como um final de tarde inesperado pelas terras de cultivo onde nunca se vai e apanhar caracóis com a Princesa e a Mãe. Nós, ar puro, sossego e sorrisos. Melhor não podia pedir. E não ter sido planeado ainda melhor...

Melhor, melhor, são estes dias. Em que não se dá nada por eles, em que parece que não vai acontecer nada de especial e depois recebe-se pessoas que vêm quase do outro lado mundo para este pequeno sítio que ninguém conhece e adora, e só nos elogia a nossa terra, porque tem mar, porque tem "falésias" incríveis, porque tem pessoas nos campos a cultivar, porque é lindo e pacífico. E depois vou, inesperadamente, acabar a tarde no meio do verdadeiro campo, caminhar e apanhar caracóis - ainda estou chocada como conseguimos apanhar quase um quilo em tão pouco tempo. Entretanto, ainda se espera uma noite animada (amiga, ai de ti que não seja :P) com a old friend since ever...


foto da minha autoria


Marisa

5 de julho de 2016

Do "Love yoursel" e "Do it yourself"

Com tantos "Love yoursel" e "Do it yourself", a sério que a masturbação ainda é tabu?! Vamos todos pensar no sentido disto...

Marisa

4 de julho de 2016

Ai verão

A manhã de hoje teve trovoada, chuva e nuvens escuras, cá na santa terrinha... Na rádio só se falava em sol e calor...

Está a ser um verão interessante num canto recôndito à beira-mar no oeste.

Marisa

Segunda complicada

O dia começou cedo e no meio de uma loja vazia, enquanto estava a arrumar umas coisas, a radio estava sintonizada na Comercial e passava esse grande sucesso, que eu odeio, o Make up do Agir. Eu estava de tal maneira frustrada e com sono, que os meus níveis de estupidez estavam ao mais alto nível e percebi que numa parte da música o gajo diz "quando se deita não precisa de make up"...

Dúvida - então a gaja não precisa de se maquilhar quando vai para a cama, quando já não vai ver ninguém, quando está escuro, quando não importa se está linda ou parece saída de um filme de terror? Então ela só não precisa de se maquilhar na altura do dia em que se deve tirar a maquilhagem? Boa! Faz sentido. Se calhar a gaja não é assim tão linda...

Facto - estou a precisar de dormir e muito parva e ambas as coisas estão relacionadas

Marisa

2 de julho de 2016

Madrinha babada

Foi por estas alturas há sete anos atrás que soube que ia ter uma irmã, ou um irmão, enfim, que ia nascer um bebé. Lembro-me perfeitamente de como a notícia me foi dada e toda a história por trás disto, que ainda hoje é contada como piada. Quando a minha mãe me deu a notícia fiquei tão feliz que não cabia em mim e ofereci-me imediatamente para madrinha. Assim foi. Só tive que esperar um boadinho...

A Princesa foi batizada já com dois anos e meio. Um opção fantástica dos meus pais, porque, assim, ela lembra-se desse dia e ajudou a escolher tudo, desde vestido, sapatos, vela... e ainda teve direito a escolher o padrinho. Já que a madrinha se ofereceu quando ela ainda estava no quentinho, bem escondida, na barriga da mãe, ela pôde escolher o seu padrinho, o seu adorado primo-padrinho. E não podia ter escolhido um melhor.

Ontem foi um dia especial. Ontem fez 4 anos que eu e o M somos padrinhos, oficialmente, da Princesa. Afilhada M, madrinha M, padrinho M... fazemos uma boa trilogia. E para além disso, ontem foi o dia em que nós vimos a nossa afilhada receber a sua primeira pasta e fitas de finalista. A nossa Princesa terminou ontem o infantário e teve direito a uma festa de finalistas com cartola, pasta, diploma, fitas... tudo a que teve direito. E os padrinhos babados não podiam deixar de estar presentes.

Parece que ontem estava a chegar a casa e tinha a minha avó à porta, à minha espera, para me dar a boa-nova que a "nossa menina" já tinha nascido, para eu almoçar rápido que o meu pai estava a chegar para nos levar à maternidade... e já passaram seis anos e meio, e ela já vai para a o 1º ano.

Ontem foi mesmo um dia especial. Emotivo, até. A Princesa é a única menina entre 6 rapazes do ano dela e teve direito a uma pequena e singela homenagem por ter conseguido "pô-los em ordem", ajudá-los, ajudar a educadora, ajudar os (e as) colegas mais novos, por ser tão dedicada e tão bem comportada. No meio de uns 25 miúdos, ver a minha irmão em cima de uma cadeira a receber fotografia de grupo dos colegas, enquanto a educadora, com uma lágrima no canto do olho, dizia palavras tão bonitas e tão sentidas sobre ela, e todos os pais e familiares dos miúdos aplaudiam e diziam "oh's" foi deveras emocionante.

Ontem foi um dia especial e eu sou uma madrinha/irmã babada e orgulhosa da minha Princesa.

Marisa

1 de julho de 2016

E se...


E se houver uma ínfima hipótese....
E se eu conseguisse...
E se eu arriscar...
E se eu puser o medo para trás...
E seu lutar contra tudo e contra todas...
E se eu quiser mesmo...
E se eu for capaz...
E se eu mudar a minha vida...
E se houver esperança...
E se eu conseguir voar...



Marisa