28 de junho de 2016

São João, santo bonito, tão bonito que ele é

A minha noite de ontem começou com adormeci no sofá... vou para a festa agora e um não aguento com o barulho das motas... tenho que sair daqui  [sessão de free style bah] e acabou a dançar no meio de bêbados e pessoas muito animadas.

Ontem foi daquelas noites em que não dava por nada. Ao início estava muito cansada e com sono, o barulho das motas do "free style" ou lá o que era aquilo, nem olhei bem. O baile não estava com muita gente e dançar não é bem a minha zona de conforto. Nunca danço! Ou nunca dancei... até ontem.

Ontem foi o último dia de festa da santa terrinha e último dia de festa não faz sentido sem a nossa excelente marcha. Que venham Alfama, Marvila, Alto Pina e todos os bairros de Lisboa... a marcha da minha aldeia põe todas a um canto. Completamente improvisada e descoordenada, comandada por cansaço, alegria, boa disposição, cerveja e vontade. Um carnaval de palhaçadas e trapalhadas, os arcos são feitos de murta, os marchantes vestem aventais, têm balões (daqueles tipo panda desenahda que estão na moda para tirar fotografias em todo o tipo de festas) já meio dobrados por serem do ano passado, tinham carrinhos de compra, barris de cerveja, tampas de panelas gigantes, colheres de pau, um chapéu de sol e sei lá mais o quê... qualquer coisa que lhes tenha aparecido à frente nos 10/15 minutos em que estiveram a preparar a marcha. A música foi improvisada também, como sempre. Ninguém se lembra da velhinha letra da marcha da terra e muito menos a banda que estava a tocar a conhecia. A música é de uma marcha conhecida de Lisboa, que  também não me recordo qual é, e a letra resumiu-se a um bocadinho do "nosso" refrão e de muitos lalalas. Houve risos muitos risos.

Depois da marcha, houve mais risos e mais dança. Até eu dancei! Só não encantei, que não tenho jeito nenhum para dançar músicas de baile. Consegui não pisar a A, que já foi muito bom e ainda nos fartámos de rir as duas. Depois veio o Apita o Comboio e lá fui eu também. No final da noite, lá vieram "os rocks" e desta vez não fui eu a ser puxada pela A, mas sim ao contrário. Fomos as duas para o meio do resto do pessoal, uns conhecidos outros nem por isso, dançar, saltar, cantar, aparvalhar. Dançávamos e saltávamos uns para cada lado e riamos e aproveitámos os últimos cartuchos da festa da melhor maneira. Fiquei até às 3 e tal, quase quatro da manhã, quando estavam a tocar a última música.

Para quem não liga nada a festas e tinha acordado às 5 e pouco da manhã e trabalhado quase 12 horas e não está habituada a directas (não fiz directa, mas foi quase) isto foi um grande passo de mundana. Posso mesmo dizer que foi mais uma vitória. E uma grande noite de festa e diversão que soube optimamente bem =)

Marisa

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