17 de junho de 2016

Cansada

Há aqueles dias em que a vontade não é nenhuma, em que o cérebro não funciona e o corpo não tem força. Para lá do desgaste mental ainda me vem o físico. E é quando mais preciso de descansar que me sai tudo ao lado e que tenho mais trabalho e menos descanso.

As últimas semanas foram um pouco complicadas a nível psicológico. Só queria um pouco de sossego e poder não pensar. Ontem não era para ir trabalhar e pensei em ir fazer uma visita à Quase-prima, tentar arranjar o vidro do telemóvel partido há semanas, e talvez, se tivesse sorte, conseguir estar com um amigo. Enfim, sair daqui da terrinha, descontrair, ver outras caras, não pensar, respirar fundo... As voltas foram todas trocadas. Acordei em péssimo estado. Passei a manhã quase toda na cama a contorcer-me com dores de barriga. À tarde tive que ir trabalhar. Estava mais para lá do que para cá, a barriga não melhorou muito e a cabeça estava quase a explodir. À noite ainda consegui ir fazer uma caminhada com a S e pôr a conversa em dia. Não estava com muita vontade, mas a companhia e o ar fresco fizeram-me bem. Pensei em dormir a manhã de hoje na cama, já que, supostamente, só ia trabalhar de tarde... Acordei cedo, mas fiquei na ronha entre o semi-consciente e o inconsciente total, com a cabeça a rebentar. até que toca o telemóvel, ainda penso que é o despertador, que estranhei estar ligado, mas depois percebo que estão mesmo a ligar-me. Era a patroazinha a pedir-me para ir fazer a manhã. Faltavam 25 minutos para a hora a que eu era precisa. Não consegui dizer que não. Nem pus essa hipótese sequer. Lá me levantei e despachei à pressa. Mais um comprimido para cima. Consegui chegar a horas. Foi uma manhã caótica e eu a desfalecer-me toda. Hora e meia de almoço já acabar e não recuperei um pingo de energia. Segue-se uma tarde comprida, com nenhuma vontade de nada.

Só queria descansar. Só queria um bocadinho para mim. Só queria dormir, ou então sumir. Já não sei. Só sei que estou cansada. Mesmo muito cansada.

Marisa

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