23 de junho de 2016

Breve história da minha terra

As bandeiras estão postas há dias, também há fias que o arraial já está montado e ontem já esteve aceso. O Toino já cá anda desde o início da semana. A azáfama, que este ano assisti mais de perto, já vem de há algumas (muitas) semanas atrás. A quermesse, o bar, o bar da ginja e orestaurante já estão prontos. Já temos os carrinhos de choque e a roulote das farturas. O palco foi montado hoje. Por volta do meio-dia ouviu-se os morteiros e os sinos. Muita correria hoje à tarde, não vi na primeira fila, mas sei que sim. A banda já fez o check-sound. O arraial já está aceso outra vez. Hoje é o dia mais longo do ano e a noite mais curta. Hoje é o primeiro dia de festa. Hoje é a noite de São João. Por cá não temos martelinhos nem coisas que tais. Por cá temos cinco dias (quando não são mais) de festa em honra do nosso padroeiro São João Baptista. Amanhã é feriado na Santa Terrinha e ai de quem nos diga o contrário. Não é que seja a maior aficionada desta festa, mas é da minha terra, faz parte de mim, o recinto é mesmo ao lado de minha casa, por isso é como se vivesse dentro da festa. Para quem quer, gosta e precisa de dormir, viver em cima da festa não é assim muito simpático, muito pelo contrário, até consegue ser frustrante. Mas é tradição. Religiões e gostos à parte, eu adoro tradições, e gosto desta festa por isso. Por ser a nossa tradição mais significativa, por vir do esforço e dedicação das pessoas cá da terra. E se eu já admirava o trabalho que eles tinham para conseguir fazer o que dizem ser a maior/melhor festa popular da zona (dizem, que eu não frequento mais nenhuma, não tenho nível de comparação), este ano ainda lhes dou mais mérito...

Que comece a festa e que corra tudo bem. Que amanhã não chova e não faça muito vento nem muito frio. E que eu não exaspere com falta de sono.

Marisa

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