30 de junho de 2016

Empatas

Ninguém pode dizer que a seleção portuguesa não gosta de jogar futebol... pode não estar no seu melhor, pode não ser favorita a campeã, pode não passar de hoje, mas que gostam de jogar futebol. e estão a aproveitar este europeu ao máximo a ir a prolongamento pela segunda vez consecutiva.

Marisa

Um bicho estranho chamado ansiedade


Carpe diem

Gostava de conseguir ter esta máxima. Pensar no futuro é tão cansativo e frustrante. E no passado também. Há dias em que só desejava seguir as velhas máximas dos poetas clássicos e viver o dia como se fosse o último, sem olhar para trás nem tentar prever e controlar o amanhã. Sentir apenas. Viver tranquila dia a dia.



Marisa

29 de junho de 2016

O tempo voa

O tempo voa. As memórias já não param tanto naquele assunto. Já lá vão cinco anos e as coisas acabam por se apaziguar. Mas nunca se esquecem. E nestes dias a lembrança volta em força, fica a pairar aquela frustração e angustia, aquela dor e a saudade. Não me era nada, nunca falei com ele sequer, mas era alguém especial, alguém que marcou a minha vida, alguém que ainda continuo a citar e que me faz olhar céu ou simplesmente fechar os olhos e lembrar-me de si enquanto repito, quase como mantra, não compliques o que é fácil ou eu acredito e isso ninguém me pode tirar.

Sobre este assunto, ouvi uma vez, Não faz sentido chorar alguém com quem rimos. Eu chorei muito e nestes dias, quando relembro o que se passou à cinco anos atrás, há sempre aquela dorzinha no peito que fica ali a moer. Então sorrio e revejo-o e oiço-o. Porque ele nunca será esquecido.


28 de junho de 2016

São João, santo bonito, tão bonito que ele é

A minha noite de ontem começou com adormeci no sofá... vou para a festa agora e um não aguento com o barulho das motas... tenho que sair daqui  [sessão de free style bah] e acabou a dançar no meio de bêbados e pessoas muito animadas.

Ontem foi daquelas noites em que não dava por nada. Ao início estava muito cansada e com sono, o barulho das motas do "free style" ou lá o que era aquilo, nem olhei bem. O baile não estava com muita gente e dançar não é bem a minha zona de conforto. Nunca danço! Ou nunca dancei... até ontem.

Ontem foi o último dia de festa da santa terrinha e último dia de festa não faz sentido sem a nossa excelente marcha. Que venham Alfama, Marvila, Alto Pina e todos os bairros de Lisboa... a marcha da minha aldeia põe todas a um canto. Completamente improvisada e descoordenada, comandada por cansaço, alegria, boa disposição, cerveja e vontade. Um carnaval de palhaçadas e trapalhadas, os arcos são feitos de murta, os marchantes vestem aventais, têm balões (daqueles tipo panda desenahda que estão na moda para tirar fotografias em todo o tipo de festas) já meio dobrados por serem do ano passado, tinham carrinhos de compra, barris de cerveja, tampas de panelas gigantes, colheres de pau, um chapéu de sol e sei lá mais o quê... qualquer coisa que lhes tenha aparecido à frente nos 10/15 minutos em que estiveram a preparar a marcha. A música foi improvisada também, como sempre. Ninguém se lembra da velhinha letra da marcha da terra e muito menos a banda que estava a tocar a conhecia. A música é de uma marcha conhecida de Lisboa, que  também não me recordo qual é, e a letra resumiu-se a um bocadinho do "nosso" refrão e de muitos lalalas. Houve risos muitos risos.

Depois da marcha, houve mais risos e mais dança. Até eu dancei! Só não encantei, que não tenho jeito nenhum para dançar músicas de baile. Consegui não pisar a A, que já foi muito bom e ainda nos fartámos de rir as duas. Depois veio o Apita o Comboio e lá fui eu também. No final da noite, lá vieram "os rocks" e desta vez não fui eu a ser puxada pela A, mas sim ao contrário. Fomos as duas para o meio do resto do pessoal, uns conhecidos outros nem por isso, dançar, saltar, cantar, aparvalhar. Dançávamos e saltávamos uns para cada lado e riamos e aproveitámos os últimos cartuchos da festa da melhor maneira. Fiquei até às 3 e tal, quase quatro da manhã, quando estavam a tocar a última música.

Para quem não liga nada a festas e tinha acordado às 5 e pouco da manhã e trabalhado quase 12 horas e não está habituada a directas (não fiz directa, mas foi quase) isto foi um grande passo de mundana. Posso mesmo dizer que foi mais uma vitória. E uma grande noite de festa e diversão que soube optimamente bem =)

Marisa

27 de junho de 2016

#fetaéfeta

Estamos no quinto e último dia de festa e, tirando ontem, todos os dias pensei É hoje que vou à festa e me vou divertir. Na sexta foi bom, mas acabou cedo que no dia seguinte ia trabalhar. Hoje pensei o mesmo. Aliás, ainda pensei mais, pensei que ia, me divertia e ficava até depois da 1 da manhã. Oh sim, claro! Com a necessidade de dormir que eu tenho, com as noites mal dormidas devido à música, e depois de ter acordado por volta das 6 e trabalhado 11 horas... É mesmo de festa que estou a precisar. Ou então não. Claro que ainda pensei em ir e que era hoje que seria muita bom... Entretanto a banda começou a fazer o check sound e o barulho tirou-me logo a vontade.  Ainda vou. Posso não estar lá muito tempo, mas o último dia é o último dia... E amanhã (acho que) posso dormir

Ps. sempre achei esta hashtag parva e estou a usá-la por pura parvoíce

Marisa

Dream about

Não é preciso apagar as pessoas, às vezes basta mudar a maneira de olhar para elas. Reinventar sentimentos. Um pouco de mudança, de reinvenção de sentimentos, basta para que as coisas sejam mais fáceis de encarar.

Numa vida de mudanças constantes, só a conseguiremos suportar e manter quem gostamos se formos reinventando sentimentos, adaptar a alma e o coração à realidade e vice versa.


Marisa

25 de junho de 2016

12 anos e 1 dia

Há 12 anos e um dia foi o um dos jogos em que mais sofri. Segundo o meu pai, eu devo ter ficado sem unhas... concordo. Ainda hoje lembro com carinho e emoção o penalti do Ricardo. Hoje mal vi o jogo. Não tenho estado inspirada para este europeu. Na verdade a selecção não me tem cativado. Mas o prolongamento do jogo de hoje fez-me lembrar ainda mais aquele dia...




Ah, mas há uma coisa que não me escapa. Esqueçam lá o Quaresma. Quem é que correu meio campo com a bola no pé e deu o golo a Portugal?! Renato Sanches! O Sanches esta época, no Benfica, deu a provar que era um excelente jogador. Só jogadores de topo é que estão no centro de transferências como a dele. Só jogadores de topo conseguem dar um novo ânimo a uma equipa. Jogadores de topo e jogadores novos, então são uma mistura perfeita, porque para além de talento têm a garra de quem está a começar, de quem tem que dar tudo por tudo para (continuar a) crescer na carreira. É disto que a selecção portuguesa precisa. Mais "Renatos Sanches". E de um treinador melhor, menos casmurro e que não tenha ar de bêbado (precisava mesmo de dizer isto) 

E quando isso acontecer, quando tivermos uma selecção, novamente, cheia de garra e vontade e força e talento eu vou voltar a ficar cativada por ela.



Marisa

Rimel(olosa) com make up

Em 23 anos perdi a conta às vezes em que ouvi que me devia maquilhar, que devia cuidar mais de mim, que devia vestir-me melhor de vez em quando e não ser tão desleixada com a roupa, com a pele, com isto e com aquilo. Em 23 anos perdi a conta às vezes em que ignorei ou me frustrei com palavras do género. Em 23 anos a conta às vezes em que disse que não gostava "dessas coisas femininas". Não que tenha sido uma grande maria-rapaz. Não trocava as bonecas por jogos de futebol, gosto muito de assistir, mas nem nunca tive jeito para o desporto. Não vestia roupas de rapazes ao invés de roupas de rapariga, apenas nunca foi (ainda não sou) adepta do cor de rosinha (mas acho muita piada à Rosinha :P), e sempre fui mais adepta de calças de ganga e t-shirts, ténis e uns chinelos do dedo, tudo confortável. Nada de camisas, nada de saias, nada saltos, nada de maquilhagem. Até o creme hidratante eu rejeitava.

Aos poucos, quem me rodeia, quase que foi "desistindo" de mim. Que a miúda tem um quê de teimosa e não dá o braço a torcer. Essas coisas femininas não eram para mim e não havia volta a dar. Não valia a pena insistirem porque eu não queria mudar, estava bem como estava. Nos últimos tempos (já posso dizer anos, mas isso faz lembrar como o tempo voa) tenho vindo a mudar. Senti necessidade disso. A minha ansiedade foi a pior coisa que me podia ter acontecido, aquilo que eu nunca desejarei a ninguém, mas há que (saber) retirar o lado bom das coisas. Ainda estou a aprender a fazê-lo. A vida é uma aprendizagem e ciclos e ciclos de mudança.

No meio das minhas mudanças em relação às questões femininas, só uma coisa com a qual me mantive reticente... Maquilhagem! Acreditem ou não, a primeira (e única) vez  que me maquilhei foi há duas semanas. Não me maquilhei, maquilharam-me, a minha madrinha, que eu não faço a mínima ideia de como me maquilhar. Não sei como é que a madrinha me convenceu, mas convenceu e fez um bom trabalho. Não fiquei muito berrante, foi uma coisa soft, mas com direito a tudo e mais alguma coisa. A maior ironia da minha vida é que tenho uma madrinha disposta a ensinar-me a maquilhar, a arranjar-me os produtos todos e a dar-me as melhores dicas e sempre abominei esse tema. Até há duas semanas, em que me rendi, porque ia a um casamento e dá lá uma corzinha, um toquesiznho, qualquer coisinha. No dia seguinte peguei num dos rimeis que a madrinha me tinha dado (já há algum tempo) e decidi pôr. Gastei muito desmaquilhante a limpar-me de todas as vezes que tentei pôr o dito cujo nas pestanas e fiquei toda borrada. À quarta ou quinta tentativa consegui ficar bonita. Entretanto peguei o gosto. Não ponho todos os dias. Até porque não me sinto bem a trabalhar de rimel num minimercado. Ou porque se não vou sair não ou pôr. Hoje não tinha intenções de sair de casa, mas para além do creme e do bb lá fui pôr o rimel. Só porque sim. Só porque queria mimar-me. Só porque me apeteceu. Só porque gostei. Só porque estes pequenos pormenores de mudança me fazem sentir bem.

23 de junho de 2016

Breve história da minha terra

As bandeiras estão postas há dias, também há fias que o arraial já está montado e ontem já esteve aceso. O Toino já cá anda desde o início da semana. A azáfama, que este ano assisti mais de perto, já vem de há algumas (muitas) semanas atrás. A quermesse, o bar, o bar da ginja e orestaurante já estão prontos. Já temos os carrinhos de choque e a roulote das farturas. O palco foi montado hoje. Por volta do meio-dia ouviu-se os morteiros e os sinos. Muita correria hoje à tarde, não vi na primeira fila, mas sei que sim. A banda já fez o check-sound. O arraial já está aceso outra vez. Hoje é o dia mais longo do ano e a noite mais curta. Hoje é o primeiro dia de festa. Hoje é a noite de São João. Por cá não temos martelinhos nem coisas que tais. Por cá temos cinco dias (quando não são mais) de festa em honra do nosso padroeiro São João Baptista. Amanhã é feriado na Santa Terrinha e ai de quem nos diga o contrário. Não é que seja a maior aficionada desta festa, mas é da minha terra, faz parte de mim, o recinto é mesmo ao lado de minha casa, por isso é como se vivesse dentro da festa. Para quem quer, gosta e precisa de dormir, viver em cima da festa não é assim muito simpático, muito pelo contrário, até consegue ser frustrante. Mas é tradição. Religiões e gostos à parte, eu adoro tradições, e gosto desta festa por isso. Por ser a nossa tradição mais significativa, por vir do esforço e dedicação das pessoas cá da terra. E se eu já admirava o trabalho que eles tinham para conseguir fazer o que dizem ser a maior/melhor festa popular da zona (dizem, que eu não frequento mais nenhuma, não tenho nível de comparação), este ano ainda lhes dou mais mérito...

Que comece a festa e que corra tudo bem. Que amanhã não chova e não faça muito vento nem muito frio. E que eu não exaspere com falta de sono.

Marisa

Bom dia

Hoje levantei-me uns minutinhos mais cedo. Apanhei um susto quando liguei a net do telemovel e vi uma mensagem que não decifrei imediatamente e, como eu a estava a ler ia-me complicar a vida. Foi o suficiente para saltar da cama e vir direta para o pc a ver se percebia tudo. Agora, com tudo sob controlo, ou só uma parte, vou pentear-me como deve ser a primeira vez esta semana, antes de ir para o trabalho. A sorte é que ando sempre com o cabelo apanhado. =)



Marisa

22 de junho de 2016

Sobre os temas do dia

Não vi o jogo da seleção nem as imagens do Cronaldo a mandar o microfone da cmtv para a  água. Preferi sair mais tarde do trabalho para a patroazinha ver o jogo até ao fim, que ela bem merece e eu não ando muito inspirada para este Euro. A seguir, já depois das sete e com o tempo pouco convidativo, fui ver o mar. Sem vedetas nem micros, apenas com a paz e tranquilidade que o meu paraíso à beira mar me trás, apenas eu o mar, as gaivotas e um pouco de nevoeiro. E soube melhor que um apuramento para os oitavos do Europeu.



Marisa

Um bicho estranho chamado ansiedade

Sei que estou a entrar em colapso fisicó-emocional quando como uma taça gigante cheia de gelado de três sabores, de marca branca que não são minimamente bons em comparação com o meu guilty pleasure que são os gelados dos primos, seguida de um monte de bolachas de baunilha. Isto à sobremesa, entre as 13.00h e as 14.00h. Depois, já no trabalho, ainda não eram 16.00h e tive que comprar uma fatia de salame, e por volta das 17.00 já estava a enfardar mais meia dúzia de bolachas de baunilha.

Parece que ando com falta de dormir e os nervos à flor da pele... Se vejo isto tudo passado nem acredito que é verdade.

Marisa

20 de junho de 2016

Orgulho e amor próprio e causas importantes

No último ano tem se falado cada vez mais em defender o que nós somos, a lutar pelos nossos direitos, não de trabalho e outras politiquices, mas dos direitos da humanidade. (isto agora fez-me lembrar o meu texto do exame e não gostei). O amor próprio, o orgulho no nosso eu...

Tivemos um aumento de "lutas" feministas. Sim é muito bom a igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas se um homem me quiser pagar um almoço ou uma simples bebida, eu não me importa nada, se ele quiser abrir-me a porta ou dar-me passagem também é na boa. Até agradeço. Principalmente a parte do almoço... que uma pessoa tem que poupar e comer fora está muito caro. Não obstante, também eu não me importo de fazer nada disso de quando em vez, só porque sim, só porque me apetece, só porque é alguém de quem eu gosto. E também não quero que mo inibam de fazer por ser mulher. Assim como não quero perder direitos, não quero ganhar menos que um homem, não quero ter menos (ou mais) hipóteses de conseguir um trabalho, não me quero sentir obrigada a nada, nem quero que digam que o meu lugar é a tomar conta da casa e tenho que ter uma equipa de futebol de filhos, nem quero perder a minha "voz", tudo isto só por ser do sexo feminino. Sim, não somos homens, mas podemos ter um grande par de colhões e fazer o que nos der na telha, com conta e medida, que tudo tem a sua conta e medida.

Depois temos o "orgulho gay". Boa! Não se escondam. Não finjam ser quem não são só porque há gente muito retrógrada que pensa que gostar de alguém do mesmo sexo, ou gostar de pessoas de ambos os sexos é um doença letal e contagiosa, ou uma moda. Não sei qual das ideias é mais absurdas. Boa, acho bem orgulharem-se de quem são, se eu um dia me apaixonar por uma gaja ter a coragem para o admitir.

Isto é tudo muito bonito, só que não era capaz de estar a lutar contra todas as coisas machistas, ou melhor muitas delas, pseudo-machistas, assim como não era capaz de ir para uma marcha cheia de bandeiras de arco-íris a cantar "I kiss a girl and I like it" ou "I will survive".Não me sinto inferior nem superior que mulheres ou que homens, que homossexuais, bissexuais ou heterossexuais. Somos todos iguais, não somos definidos por sexo, cor, etnia, orientação sexual, beca beca. Somos pessoas.

E como pessoas temos o direito de defender as nossas causas. Eu tenho uma causa muito nobre. E sei que tenho pelo menos duas apoiantes, a minha mãe e minha prima M. No dia da marcha do orgulho gay eu estive a passar a ferro. O que é que isto tem a ver?! Não muito é verdade. Também não passei grande coisa, umas roupas minhas apenas. Entre as peças, duas camisas que eu adoro mas que me custam horrores passar. Porque é que as minhas peças de roupa mais guilty pleasure são as que mais custam a passar? É vincos e mais vincos, e passo de um lado, amachuca do outro. Meia hora passada e láa está tudo perfeitinho (quase perfeitinho), mas no caminho da tábua de engomar para o roupeiro roupeiro fica logo com algumas marcas, as marcas da frustração, e ao vestir mais marcas, mais frustração, e depois de vestir, sento-me e o raio da camisa, seja ela qual for, fica logo com um aspecto de que acabou de sair da máquina de lavar e está toda amachucada.

Posto isto, se há marchas para defender o orgulho gay, eu sou a favor que devia haver uma marcha que defendesse o orgulho amachucado. Vamos todos sair à rua com as nossas roupas amachucadas que custam um balúrdio (eu por acaso não paguei nada pelas minhas, que me foram dadas em segunda mão - obrigada N, gosto muito de ti) e que nos custam ainda mais a passar, fazendo-nos perder tempo, energia e água. Vamos todos sair a rua amachucados, porque todos temos o direito a passar o final de tarde de domingo a ver o mar e não a engomar roupa! Orgulhemo-nos de sermos amachucados!

Marisa

18 de junho de 2016

Uma dose de organização

Quarto (e não só) limpo e arrumado. Qb, que se o meu quarto estiver todo limpinho, arrumadinho, organizadinho e muitos inhos é sinal que eu estou mesmo piradinha. Mas já está tudo minimamente em ordem. E eu também já começo a alinhar-me.

Depois de arrumações e limpezas, consegui passar um bom bocado a ler. Peguei em três livros, As Bailarinas Mortas e Eu e o Sr. Freud, já começados há demasiado tempo e as Cinquenta Sombras Mais Negras, que estava praticamente esquecido no fundo do roupeiro, há quase um ano quando o comecei a ler. Comecei com o Eu e o Sr. Freud. Excelente opção para pensar na vida enquanto se lê um bom livro, muito bem escrito e idealizado. Depois passei para o quase esquecido Cinquenta Sombras. Sexo, gente perturbada da cabeça e mais sexo, e mais sexo, mas alguma coisa diferente e leve do que tenho lido ultimamente.


Ultimamente não tenho dedicado muito tempo aos livros. Mais ao de português. De quando em vez dava um espreitadela ao As bailarinas mortas. Muita coisa a acontecer em sítios diferentes e muitas ideias opostas narradas aleatoriamente. Não é o livro mais fácil de ler, mas envolve-me de certa forma. Um dia hei de acabá-lo. Gosto de ler mais do que um livro ao mesmo tempo. Um mais complexo e outro mais leve, de preferência, para equilibrar as coisas. E ainda por cima, há estudos que dizem que ler mais que um livro ao mesmo tempo faz bem ao cérebro. Treina a memória e a concentração. (Talvez faça uma pesquisa mais aprofundada sobre isso, e partilhe aqui... vou pensar nisso, que dizem?)

Voltando aos meus livros. Estar umas horas sozinha no meio das palavras soube pela vida. Fez-me muito bem. Ler ajuda e muito a descontrair e descansar o cérebro. É sempre uma excelente terapia. Depois das minhas leituras de sábado à tarde, sinto-me revitalizada.




Marisa

17 de junho de 2016

Chegar a casa

Não há nada como chegar a casa depois de um dia cansativo e tomar um belo (e prolongado) banho. A água a escaldar a correr pelo corpo e o seu vapor a embaciar-me a vista, fazem toda a negatividade, todo o stress, todo o cansaço dissiparem-se.

Marisa

Cansada

Há aqueles dias em que a vontade não é nenhuma, em que o cérebro não funciona e o corpo não tem força. Para lá do desgaste mental ainda me vem o físico. E é quando mais preciso de descansar que me sai tudo ao lado e que tenho mais trabalho e menos descanso.

As últimas semanas foram um pouco complicadas a nível psicológico. Só queria um pouco de sossego e poder não pensar. Ontem não era para ir trabalhar e pensei em ir fazer uma visita à Quase-prima, tentar arranjar o vidro do telemóvel partido há semanas, e talvez, se tivesse sorte, conseguir estar com um amigo. Enfim, sair daqui da terrinha, descontrair, ver outras caras, não pensar, respirar fundo... As voltas foram todas trocadas. Acordei em péssimo estado. Passei a manhã quase toda na cama a contorcer-me com dores de barriga. À tarde tive que ir trabalhar. Estava mais para lá do que para cá, a barriga não melhorou muito e a cabeça estava quase a explodir. À noite ainda consegui ir fazer uma caminhada com a S e pôr a conversa em dia. Não estava com muita vontade, mas a companhia e o ar fresco fizeram-me bem. Pensei em dormir a manhã de hoje na cama, já que, supostamente, só ia trabalhar de tarde... Acordei cedo, mas fiquei na ronha entre o semi-consciente e o inconsciente total, com a cabeça a rebentar. até que toca o telemóvel, ainda penso que é o despertador, que estranhei estar ligado, mas depois percebo que estão mesmo a ligar-me. Era a patroazinha a pedir-me para ir fazer a manhã. Faltavam 25 minutos para a hora a que eu era precisa. Não consegui dizer que não. Nem pus essa hipótese sequer. Lá me levantei e despachei à pressa. Mais um comprimido para cima. Consegui chegar a horas. Foi uma manhã caótica e eu a desfalecer-me toda. Hora e meia de almoço já acabar e não recuperei um pingo de energia. Segue-se uma tarde comprida, com nenhuma vontade de nada.

Só queria descansar. Só queria um bocadinho para mim. Só queria dormir, ou então sumir. Já não sei. Só sei que estou cansada. Mesmo muito cansada.

Marisa

15 de junho de 2016

Que piada

A piada do dia foi que o exame de português era acessível, "fácil". Sim, eu também achei isso... Mas entretanto acabei de ver as propostas de resposta e puf, fez-se chocapic, e afinal se calhar mudei de ideias. No problem. Não vale a pena preocupar-me, resta rir-me. Que, apesar de tudo, acho que não me espalhei ao comprido. Ahahahahahahah "fácil". Ahahahahahahah.




Marisa

Entretanto num facebook perto de si


Gosto tanto de escrever à mão. Tem muito mais sentido para mim. Sabe bem. As ideias fluem melhor. Há muitas razões e nenhuma em particular. Gosto apenas.



Marisa

Alívio

O exame está feito. A matéria não era difícil. Só pedia para que não saísse Os Lusíadas, nem heterónimos do Pessoa, pelo menos o Caeiro e o Campos, foram seres imaginários muito complicadinhos da cabeça. Queria Memorial ou Felizmente... parece que tive sorte. O segundo grupo não era propriamente um bicho de sete cabeças, mas a gramática e eu não nos damos nada bem. O tema do texto também não era dos piores. Vamos lá ver a nota... E as respostas que ainda não consrgui ver, porque o site do IAVE está mais morto que vivo.

Por enquanto posso respirar de alívio. Depois, quando sair a nota, daqui a um mês, logo se vê o resto. Seja como for, tenho sempre mais oportunidades. Enfim, não vale a pena enervar-me nem perder muito tempo a pensar nisso, quero apenas descontrair e descansar desta assunto.



Marisa

Vou sozinha mas vou com tudo

Há cinco anos foi 5 dias mais tarde, o horário foi da parte da tarde, os nervos deviam ser menos, o local foi o mesmo e a companhia era muita. Tive a prima T, com quem fui de carro desde a santa terrinha, rapidamente encontre os outros quatro colegas da minha turma que foram fazer exame de português (como éramos do ensino profissional não era obrigatório fazer exames). Separei-me da T e juntei-me ao R, ao L, ao F e à F. A F estava mais ou menos como eu, e em relação aos rapazes, foi um dos poucos dias que os vi nervosos também. Nervos em vão de nós os cinco só a F é que deu uso ao seu exame e seguiu para a faculdade. Ainda me lembro de algumas coisas vagas... do sítio onde os encontrei sem combinarmos, de nos termos ido sentar nos bancos perto da escola que não era a nossa,o F disse a frase mais motivante de sempre (ou não) "se correr mal temos sempre a segunda fase" (não mesmo...), do R estar com umas vontades de algo que não vou mencionar (não vou dar pormenores de terceiros) e acho que o L estava mais ou menos como R. Já dentro da escola, encontrei o D, foi a última vez que tive com ele, e foi ele, que andava naquela escola que não era a minha, que me indicou onde ficava a sala onde eu ia fazer o exame. Exame feito, a primeira pessoa conhecida que vi foi L, encontrámos-nos logo ao sair, ainda dentro da escola e fomos para o mesmo banco exterior esperar pelo resto do pessoal da turma e pela T. Depois disso a minha memória está mais viva, mas não quero sequer alongar-me em pensamentos sobre o que sucedeu e que já não tem nada a ver com exames e escolas nem nada.

Hoje vou sozinha. A M, irmã da quase-prima, vai estar lá. Talvez mais alguém que eu conheça, não sei. Sei que vou sozinha, sem turma, nem nada que se pareça. Nervosa. Muito nervosa como sempre. Ainda estou na dúvida se deva tomar o meu comprimido sos da ansiedade, para prevenir qualquer ataque indesejado de última hora... algo a resolver em cima da hora (quando este post estiver a ser publicado graças ao agendamento, que a momentos do meu exame não conseguiria escrever algo assim).

Hoje vou sozinha mas vou contudo. Vou com os últimos meses de estudo. Vou com a vontade de concretizar o meu sonho de entrar na faculdade, mesmo que não seja já este ano, e, sim, só para o próximo. Vou com os mails que troquei com a minha eterna DT, que me ajudou no que eu precisava de saber para me inscrever/realizar este exame. Vou com o apoio da prima M, do quase-primo M, do primo M (muitos "m's" na minha família xD), da quase-prima MI (mais uma "m" para a coleção), do primo R, da prima L, da DT que sei torcerá por mim também, do F que, apesar de tudo e mais alguma coisa, é muito graças a ele que estou aqui neste momento e que tenho forças para enfrentar esta luta. E, falando no F, acabo por onde me perdi no meio do texto "se correr mal temos sempre a segunda fase" e a primeira e a segunda do próxima ano lectivo, visto que não me vou inscrever já. Mas vai correr bem! Eu vou conseguir! Eu acredito e isso ninguém me pode tirar!

Marisa

14 de junho de 2016

Blog break

A minha cama está toda desarruma, aliás o meu quarto está todo desarrumado, parece que passou um furacão à minha volta, preciso de organizar roupas e de limpar coisas. O meu telemóvel tem o vidro do ecrã todo partido há quase três semanas. A minha cabeça está cheia de recursos estilísticos, noções de versificação, simbologias disto e daquilo, mais Passarolas a voar e Gomes Freires a arder, das "armas, e aos barões assinalados" e do "mito é nada que é tudo", de orações subordinadas e funções sintáticas, de como é que eu escrevo com a merda do acordo ortográfico?!, de falsas antimetafisicas e dores de pensar. Da nostalgia da infância onde o sonho era passar uma tarde com os primos e não passar com boa nota num exame para entrar na faculdade num ano próximo, não neste. 

Faltam horas. Poucas. Menos de vinte e quatro. Não as quero contar. Não sei se consigo não contá-las dada a minha queda para a tragédia, qual Madalena arrependida no meio de um Frei Luis de Sousa. Vou contar. Dezanove! Não chega a isso. Daqui a dezanove horas já estou sentada numa sala da escola que não é minha prestes a começar o exame. Diz que "o sonho comanda a vida", então que este meu sonho comande a minha confiança e a minha capacidade para fazer um exame digno da minha média, com ou sem a inspiração das "ninfas no Tejo", ou da bica de são João que está mais perto de mim. Diz que por entre o "nevoeiro" surgirá D.Sebastião para nos salvar e aí será "a hora". "É a hora!". E sem nada a ver com a matéria "se é pra acontecer, que seja agora", que quem canta seus males espanta, assim como a música do Scarlati espantou a doença da Blimunda, e assim ela pode recolher todas as vontades que precisava. A minha ninguém recolhe, que eu trago-a sempre guardado ao peito para não desistir do meu sonho. O que vale é que "Felizmente há luar", e na ausência de um dia de nevoeiro quero uma iluminação que me dê força com "um vai correr tudo bem" ou um exagerado "vais ter um 20", mas que me põem um sorriso no rosto. Porque não vou ficar à espera "que o D. Sebastião nos traga a redenção/O povo não desespera, a gente sabe que ainda há solução
Porque o Fizz Limão? Ai o Fizz Limão"... bem eu prefiro um gelado de limão feito pelos primos na nut, "Num dia de sol" o gelado de limão da nut "há-de voltar!"

E depois de passar o exame, depois de recarregar energias. Personal Coach, também vou precisar de ti, para isso. Aí vou organizar o meu quarto, mandar arranjar o meu telemóvel, terminar os dois livros que me espera pacificamente abandonados na mesinha de cabeceira. Organizar o que me rodeia e, mais importante ainda, organizar as minhas ideias.


Don't wish me luck... Just Very shit to me, tomorrow.


Marisa
 

10 de junho de 2016

Os amanhãs

Por mais que tente prolongar a noite de hoje, o amanhã irá chegar. Por mais que o inevitável se tente adiar, ele acaba por acontecer. Então o melhor é não evitar, pegar o boi pelos cornos. Desculpem-me os defensores dos animais e manifestantes anti torradas mas não fui eu que inventei a expressão, podia ter usado outra mas está adequa-se mais porque bois não são só animais, que há por aí muitos bois em pessoa, no pior sentido da palavra.

Voltando ao inevitável, o melhor é mesmo não prolongar a noite até que esta se funda com a madrugada e se finda com o nascer do amanhã indesejado. Vale mais aceitar, (con)viver com o que nos espera, ir dormir, descansar para ter forças para enfrentar o amanhã e o depois e o outro dia e o sempre. Sempre com um sorriso no rosto, independente das lágrimas escondidas que se carrega.

Marisa

9 de junho de 2016

À distância de um clique

Admito que já andei mais inspirada e positiva por estes lado. É muita pressão e muitos nervos em cima de mim. É muita coisa a acontecer. É muita vontade de fugir para um refúgio no meio do nada sem nada pensar.

Entretanto, há outras coisas, e um pouco mais giras,  à distância de um clique. Mesmo ali do lado direito onde diz Instangram, Facebook e Pinterest. Já foram dar uma espreitadela?

Marisa

Um bicho estranho chamado ansiedade

Em continuação do post anterior

Se continuar assim, é desta que engordo. O que vela é que estou a trabalhar hoje e tenho muita coisa para arrumar e sem grande tempo para estar parada a comer. Caso contrário ia para ao hospital por excesso de açúcar e talvez dos meus "comprimidos sos". Com a camada de raiva era capaz de abusar na dose e tornar-me viciada em calmantes em forma de recheio de um bolo qualquer que me aparecesse à frente. Raiva! Não é tristeza, não é medo, não é stress, não é nervos, é mesmo raiva, uma raiva que me tira de mim e cheia de ansiedade. Raiva muita raiva.

Marisa

8 de junho de 2016

Um bicho estranho chamado ansiedade

Nos dias em que os nervos apertam e a ansiedade se manifesta ou hei de não conseguir comer nada, ou hei de ter vontade de comer este mundo e o outro em doces... Hoje estou num dia de doces. Se não tivesse passado mais de metade do dia fora de casa e longe de açúcares, já teria diabetes dos mais agressivos.

Dai-me tranquilidade ou então atirai-me chocolates - e outras coisas, desde que contenham muito açúcar - porque senão piro de vez.

Mas para compensar vou jantar um cházinho verde e uma torradinha. Tudo em inho só porque sim, e porque a seguir deverei continuar a empanturrar-me de açúcares e coisas que não devo. o que vale é que não tenho chocolates em casa e tive o bom senso de não comprar nenhum, senão ia ser bonito (e muito borbulhento).


Marisa

7 de junho de 2016

Pequenos pormenores fazem toda a diferença

Quantas vezes é que já não dissemos ou ouvimos aquela frase do género "estou em Portugal, falo português! Eles é que vêm para cá, eles é que têm falar a nossa língua e não ao contrário" em relação a estrangeiros, sejam eles emigrantes recém chegados ou turistas. Sim, é chato. Ninguém fala português. Talvez um "obrigado" ou um "olá" de quando em vez e com um sotaque muito estranho.

Nós somos portugueses, praticamos a lei do desemerda-te, arranhamos o inglês, falamos portunhol, e ainda damos uns toques no francês se for preciso. Mas se formos passar férias para uma aldeiazinha para lá do sol posto num país onde se fala uma língua que nunca ouvimos na vida, assim que ouvíssemos alguém a falar português ou alguma língua que percebamos era claro que íamos irradiar felicidade por tudo o que era poro do nosso corpo.

Eu noto, nos turistas estrangeiros que vêm passar umas férias na minha terra, que assim que eu falo inglês com eles abre-se logo um sorriso e aparece um brilho no olhar. Não estou a exagerar quando digo isto. Imaginem-se numa terra onde toda a gente olha com curiosidade quem é de fora, onde poucas pessoas de estabelecimentos falam inglês. Por muita vontade que se tenha em entender e fazer-se entender, há sempre coisas na comunicação que falham. Eu tenho essas falhas, que não sou nenhuma expert na língua de sua majestade... mas sempre é uma ajuda diferente, sempre consigo ajudar um bocadinho do quem não percebe mesmo nada do que estão a dizer. E, quando isso acontece, quando consigo ajudar uma pessoa que não é de cá e que, se eu não estivesse ali, talvez não conseguiria explicar o que queria, sinto-me feliz, sinto que fiz a diferença, sinto que fui útil.

O meu inglês pode não ser o melhor, que não é, está muito longe disso, infelizmente, mas sempre dá para pôr alguém com um brilho nos olhos por conseguir dar-se a entender e também perceber o que eu digo. E por outro lado, isto também é bom para mim, porque, para além de sentir que fiz a diferença e que fui útil, dá para praticar um bocado o meu inglês e contactar com pessoas que, de outra maneira, nunca falaria na vida e ia apenas observar ao longe com curiosidade.

Marisa

Little Detais

3 palavras... Papoila. Tatuagem. Minimalista.

Adoro papoilas desde que me lembro de mim. Ramos de rosas? Que é isso? Ofereçam-me papoilas! Elas poderão não durar tempo nenhum, elas poderão, até, nem chegar inteiras até mim, mas são papoilas e isso é que importa. As papoilas começam a nascer na mesma estação em que eu nasci, são vermelhas e frágeis tal como eu. Sim, sou vermelha, sou vermelha porque coro por tudo e por nada, sou vermelho porque o meu coração benfiquista é vermelho, porque sou uma "papoila saltitaaaaaaante".

As tatuagens são algo que fascina. Fosse eu corajosa e não me desse fanicos só de pensar em agulhas e coisas que provocam dores (e tivesse posses para tal que as tatuagens não são assim tão baratas quano isso...) e não tinha não uma, mas algumas tatuagens já.

A parte do minimalista, não está relacionada com o ter um estilo de vida minimalista. Surge, mesmo, no seguimento da minha advertência à dor implícita de fazer uma tatuagem e no tempo que demora, aliados ao facto de eu não gostar de dar muito nas vistas e ter coisas discretas. Então, para mim, a tatuagem ideal seria algo simples e pequeno.

Ontem quando vi esta fiquei encantada.




6 de junho de 2016

Eu ressabiada

Só não quero que chova a potes porque diz que abençoa coisas (concertos e encontros posso confirmar, o resto das coisas não sei) e porque não quero ficar doente. Embora haja coisas que me deixem mais doente do que uma gripe consequente de uma grande molha... por exemplo quando me usam sem autorização e querem passar por cima de mim e de terceiros relacionados comigo.

Inspira... Expira... Não pira....

Há pessoas que não valem mesmo a pena e que só estão bem à distância, caladinhos, quietinhos e sossegadinhos.


Marisa

4 de junho de 2016

Dream about


Às vezes o inconsciente pode ser o nosso maior aliado e falar sem pensar o maior acto de coragem, um pequeno pormenor de mudança necessária. Porque é no inconsciente que está a essência, a verdade, o caminho que se quer seguir, a certeza do que se é.


Marisa

3 de junho de 2016

Sabe tãããããããão bem

Nem vou fazer contas ao tempo em que já não nos víamos. É uma vergonha! Nós falamos muito, tem vezes que quase todos os dias. Ele sabe tanto de mim e eu sei coisas dele... Ele sabe que tem em mim alguém em quem poderá sempre confiar e eu sei que poderei sempre confiar nele, também. É um Amigo com A grande. "Amigo", essa palavra em que tenho vindo a desacreditar... mas o A teima em contrariar a questão e a dar sentido à palavra "amigo" - e ainda bem!

Hoje foi o dia! Foi hoje que (finalmente) conseguimos estar juntos. Soube a pouco, sabe sempre a pouco, mas, ao mesmo tempo, sabe tão bem. Umas horinhas para matar saudades, com cinema no meio, ainda por cima. E mesmo numa altura em que eu estava a precisar de um velho e bom amigo ao meu lado. Um bom e velho amigo que não me fizesse pensar em passado nem futuro, apenas no momento exato em que estávamos.



Marisa

2 de junho de 2016

Dream about

Não vale a pena fazer grandes planos. Nada irá ser exatamente como se planeou ou desejou. O mundo é uma constante mudança e essa rotatividade afeta todos os planos feitos, às vezes mesmo antes de eles acontecerem. O melhor é nunca dar nada como garantido, nunca ter certezas absolutas, porque a vida não é certa e o melhor vem das linhas tortas.

Marisa

Enfurrejada

Olá. Eu ser a Marisa. Eu acabar de descobrir que já não sei escrever. Eu sentir-me burra.

Está a cair em mim um enorme drama. Eu sempre fui boa aluna a português, gosto bastante de escrever e o fazer com frequência - afinal não é à toa que tenho um blogue (o terceiro, aliás) e que ando sempre com cadernos atrás - de ler livros bons e diferente uns dos outros, sou apaixonada e vivo rodeada de palavras... Agora vejo-me perante exercícios de exames de português e não consigo fazer nada de jeito. As respostas não saem estruturadas, as dissertações são uma tortura, um quebra cabeças que não consigo finalizar. Afinal não é só a gramática que é o meu calcanhar de Aquiles, é, sim,  um pouco de tudo e não sei se me vou conseguir safar no exame.

Se vejo estas próximas semanas passadas, nem acredito que seja verdade.

Marisa