17 de maio de 2016

Uma fita e agora?!

Ontem recebo uma fita para escrever. Oh que giro, uma fita para a queima das fitas, esse momento tão importante da vida de uma pessoa... Daquela pessoa que é meu primo em 4º grau, que andou comigo na escola desde o infantário até ao 9º ano, que eu não vejo nem falo há 5 anos, de quem eu só sei porque vou perguntando à mãe dele como é que ele está.

Ah fazes isso na boa, tu és boa a escrever. Quem me disser isto, outra vez, leva na cara. Fora a fita da minha prima L não conta que eu era muito nova e só assinei e sugeri algo e a minha mãe escreveu o resto por todos, esta é a primeira que eu escrevo na vida! E a primeira tem que ser logo a mais difícil, aquela que é de alguém que gosto, sim, mas não sei nada, não falo, não vejo, nada... Ai D que eu esgano-te. Eu quero escrever algo bonito e sincero, mas não tenho ideia nenhuma. É demasiada pressão, só tenho até ao final da semana. Tenho a sensação que vou escrever coisas piores do que os rapazes me escreveram nas do secundário... E eles fizeram referências porno-badalhocas. Se bem que as nossas porno-badalhoquices tinham muito sentido, ainda hoje o tem, e são mais significativas do que palavras bonitas e pensamentos filosóficos e profundos. A palavra profundo soa-me tão mal quando relacionada com private jokes perversas do secundário...

Esquecendo o passado e focando presente, na fita que tenho para escrever. Nem sei qual é o curso do rapaz. Sei que está relacionado com ciências, que é daqueles cursos que só pessoas muito dotadas e inteligentes e focadas nos estudos como D conseguem fazer. Mas irei escrever a fita. E com a sorte que tenho o R ainda me vai pedir ajuda para escrever a dele, estou mesmo a ver. Tenho 4 dias para pôr o cérebro a funcionar, e vou conseguir.

Marisa

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