28 de abril de 2016

"Felizmente há luar!"

Na semana que começou com o feriado do 25 de Abril, oiço, mais uma vez, essa tão grande barbaridade vinda de uma pessoa na cada dos 80 anos que o Salazar nunca devia ter morrido e que o 25 de Abril nunca devia ter existido, e que antes é que era bom, e que antes é havia respeito... Cada vez que alguém diz isto, o Salgueiro de Maia deve dar trinta voltas no caixão, de tão horrível que esta teoria (chamemos-lhe assim) é. MEDO! As pessoas não tinham respeito, tinham MEDO! Respondi, eu. O 25 de Abril foi a melhor coisa que existiu. Continuei na minha luta em vão pela dissertação de como é boa a liberdade.

Mais tarde, vim pegar nos livros para estudar e decidi passar os exercícios da Mensagem à frente (vou deixar os exercicios para depois dos apontamentos que o tempo está a escassear), e ao invés de me aparecer o Memorial do Convento, que eu pensava que vinha a seguir, apareceu o Felizmente há luar!. Mesmo a calhar. Nada melhor para reforçar o valor da Liberdade, do que uma peça escrita no tempo da censura, nas linhas do medo, com um olhar de esperança.


Marisa

6 comentários:

  1. Há pessoas não têm bem a noção do quão o 25 de Abril veio a mudar as vidas de toda a gente, para melhor!
    "Aproveita" essa obra. É bem linda! :)
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já não me lembrava bem da obra, felizmente avivei a memória depressa. E acho-a bem mais bonita agora do que quando andava no secundário ;)

      Eliminar
    2. Já não me lembrava bem da obra, felizmente avivei a memória depressa. E acho-a bem mais bonita agora do que quando andava no secundário ;)

      Eliminar
  2. Há pessoas não têm bem a noção do quão o 25 de Abril veio a mudar as vidas de toda a gente, para melhor!
    "Aproveita" essa obra. É bem linda! :)
    Beijinhos

    ResponderEliminar