4 de março de 2016

Quarto do pecado

Tinha uma freira/missionária/qualquer-coisa-do-género na sala com a avó, porque hoje é aquele dia do ano muita giro em que vêem frades/freiras/missionários(as)/qualquer-coisa-do-género à Santa Terrinha e vão a casa de pessoas. Decidi que era melhor ficar no primeiro andar, escondida no quarto, qual Anne Frank, sob a desculpa que acordei tarde e ainda me estava a despachar quando começo a pensar no quão divertido seria se pusesse a tocar aos altos berros a Avé Maria dos Buraka Som Sistema. Era uma ideia parva, mas depois fiquei mesmo com vontade de ouvir a música. Não o fiz. Comecei a olhar em volta para o quarto e percebi que tinha várias coisas que não seriam bem vistas pela igreja católica... Toda uma trilogia das 50 Sombras, um livro sobre mortes num cabaret, três livros sobre a judeus e a segunda guerra que criticam algumas coisas do Vaticano, o Grande Gatrsby que fala de se sexo e álcool e outros "pecados", um caçador de sonhos que está relacionado com a cultura indígena, uma boneca de trapos que é a Blimunda do Memorial do Convento, personagem que simbolizava as heresias da época, e ainda merchandising da minha verdadeira religião... o Benfica.

Um bocado depois aparece a minha avó às escadas a perguntar se não podia ir à sala. Apareci-lhe em pijama e disse que ainda não me tinha vestido, que nem sabia que estava lá gente... Mentirosa!!! Acabo de me vestir, ponho-me a arrumar coisas e o que é que acontece... parto o único perfume que gosto de entre os 20 que tenho! Não sei se será coincidência....

Claro que é coincidência. Eu parti aquele porque é o único que está no quarto à mão de semear e não guardado em gavetas ou a fazer de decoração na mini prateleira da minha casa-de-banho, como estão os restantes.


Marisa

2 comentários:

  1. Foi castigo por tanto pecado junto!!! (Estou a brincar!)

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    1. De certeza. A irmã pressentiu o meu lado pecador sem me ver ;)

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