19 de março de 2016

Não era para falar do dia do pai

Não era para falar do dia do pai porque o dia do meu pai é só daqui a uns dias quando ele fizer anos e ia juntar as coisas, mas depois a página do Benfica partilhou algo que me chamou à atenção e apelou aos sentimentos "Foi o teu pai o primeiro a trazer-te à bola? O que te ensinou tudo sobre o Benfica?" escreveram na descrição de um video. E então lá fui eu homenagear o meu pai benfiquista num comentário do facebook. Depois identifiquei-o e disse que era a minha prenda de dia do pai. Visto que eu sou aquela filha que nunca dá prendas do dia dia pai, de aniversário ou de Natal e que é péssima a demonstrar afectos, um comentário no facebook deve ser considerado como algo de valor.

Aqui fica a minha demonstração de afecto do dia do pai:

Na primeira vez e em todas as outras que se seguiram foi o meu pai que me levou à Catedral. Claro que a primeira teve um gosto especial, foi ao lado do meu pai e com o cachecol que lhe "roubei" com a sua autorização que pela primeira vez me sentei nas bancadas da Luz, que vi a águia a voar, que vibrei com o 6-1 que ganhámos ao Boavista, que passei pelo túnel cheio de mística. Até aquele dia nunca imaginei que se pudesse existir tanto sentimento, tanta mística, tanta paixão num só lugar, que pudesse existir tanta gente junta a cantar e torcer pela mesma coisa ao mesmo tempo. Uma coisa é ver na televisão, outra é ir à Catedral e vivenciar tudo aquilo, e foi com o meu pai que eu partilhei isso, foi com o meu pai que me tornei benfiquista, foi com o meu pai que aprendi o #juntos #sejaonde for muito antes destas palavras se tornarem as palavras de ordem.

Marisa

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