4 de fevereiro de 2016

Posso arrancar o coração?

Posso arrancar o coração? Preciso de o deitar fora, para bem longe, algum lugar desconhecido onde não o possa ir buscar. Um lugar difícil de alcançar. Um lugar tão difícil de alcançar como difícil é suportar tanto sentimento que ele carrega. Como é que uma pessoa consegue ter tanto sentimento?

Importas-te de parar com isso, coração? Claro que não! Tu não queres saber, porque se tu quisesses saber saberias que esse sentimento que transbordas não é um mar de rosas, ou até pode ser um mar de rosas... um mar tumultuoso no meio de uma tempestade de inverno, um jardim de rosas cheias de espinhos que animam a visão e rasgam a pele até fazer sangrar. 

Pára! Tu já sabes onde isto pode dar e nem tu nem eu gostamos ou queremos isso. Agora fizeste-me escrever pode e não vai porque me fazes acreditar que também pode levar-nos para um sítio melhor, que poderá haver um outro coração cheio de sentimentos. Pára! Já devia estar a dormir e não consigo porque tu não páras e o cérebro não está a ajudar nada também. Ainda não percebeste que estou cansada, que quero deitar fora este sentimento, ou pelo menos saber lidar com ele e controlá-lo. Sinto-me tão incapaz perante ti. Sinto-me tão incapaz quando penso nele.

Posso arrancar o coração e mandá-lo para o fundo do mar? Seria o lugar ideal. O coração pertence ao mar, o coração é como o mar... nele posso sufocar, nele posso sossegar,



Marisa

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