28 de fevereiro de 2016

Está escuro lá fora

Está escuro lá fora e cá dentro as coisas não estão mais animadas. As cores teimam em desvanecer. Não as quero deixar ir. Não as posso deixar ir. Há dias em que é difícil abraçar as cores, viver com luz, ver a luz. Onde está o sol? Com o sol a chuva não faz (tanta) mossa, faz o arco-íris, faz cor e deixa um chierinho bom. Onde está o arco-íris? Diz que o arco-íris nos leva a um pode de ouro. O arco-íris não tem fim. O pote de ouro, não é mais que o infinito. Há maior riqueza que o infinito?

Quero o meu infinito! Estou cansada deste mundo finito que começa e acaba sempre no mesmo sítio. Ciclos viciosos, dias ociosos. Quero os meus sorrisos de volta! Quero as minhas cumplicidades de volta! Sorrisos e cumplicidades são o caminho para o infinito. Porque que é que entro em becos sem saída? É tão fácil entrar em becos sem saída e tão difícil fazer inversão de marcha e seguir a estrada do infinito. A minha vida tem sido feita de becos sem saída. Quero uma estrada longa sem traços secundários que me leve ao infinito dos meus sorrisos.

É difícil ver o caminho quando está escuro. Está escuro lá fora e cá dentro as coisas não estão mais animadas.


Marisa

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