26 de janeiro de 2016

"Vitorino bebe mais um fino..."

"Vou-vos contar,
A história do Vitorino,
Um rapaz de muito tino,
Veio do campo para a cidade.(2x)
Habituado que a vida é trabalhar,
Não beber e não fumar,
(...)
Viiitooorino bebe mais um fino,
Conserva e ajuda a engordar.(2x)
Vitorino bebe mais um fino,
Ai, emborca Vitorino,
Bota abaixo, Vitorino,
Ai, és grande, Vitorino."

E pelas imagens que vi da noite das presidenciais o Vitorino, mais conhecido como Tino de Rans, emborcou e não foi pouco. O Tino é grande. Eu não votei no Tino. Só votava no Tino se o Marcelo não fosse candidato assim só no gozo, como, provavelmente, uma boa parte das pessoas que o fizeram. Ainda disse que ia votar no Tino ao Primo mais Novo, quando nos encontrámos na nossa antiga escolinha, na minha sala não na dele, para ir votar. Nessa altura estávamos à entrada e pusemos-nos à procura do nome do Tino no cartaz de votos que estava pendurado ao lado da porta. Quem o viu primeiro foi o Primo mais Novo e disse "o Tino está ali em cima da Marisa", ao que eu respondi "eu Tino nunca irá estar em cima da Marisa porque aqui a Marisa não deixa isso acontecer", o Primo mais Novo que há muito que percebeu que não vale a pena lutar contra as perversidades que eu digo mandou um sorriso malandro de cumplicidade, não convinha estar a alargar a conversa porque estavam menores na sala e começaram a aparecer pessoas. E assim se torna o acto de votar num momento perverso.

Marisa

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