13 de janeiro de 2016

13 é um bom dia.

Gosto do número 13 há muito tempo. E nem sempre tive uma justificação para tal. Apenas gostava. A minha simpatia pelo 13, com os anos, acabou por se confirmar que este número era mesmo bom.

Vamos começar pela primeira descoberta. Foi a quando a leitura do livro "Não sou o único", a biografia do Zé Pedro, onde contava também um pouco da história dos Xutos & Pontapés. História essa que começou há exactamente 37 anos, quando no dia 13 de Janeiro de 1979 a banda deu o seu primeiro concerto. Os Xutos são a minha banda preferida desde sempre. Eu quase que passei a fase Avô Cantigas e saltei logo para o bom rock português. O ano passado tive o privilégio de assistir a um concerto deles  devo dizer que foi dos melhores que já fui, e o que teve mais significado. A história está aqui. Desse concerto há um momento fofo que ficou registado em vídeo e fica ainda mais na minha memória e não só. O concerto já ia adiantado quando começa o famoso solo do Zé Pedro da eterna música "Maria". A Princesa Maria estava em casa a dormir. A mana e uma parte da família estava no concerto e começaram a gritar "esta é para a Maria". A Princesa também já gosta de Xutos e escusado será dizer que ficou super contente quando lhe mostrei o vídeo dos Xutos a cantar a canção que tem o seu nome com a família a dedicar-lhe a mesma aos gritos. Quem tem uma família doida tem tudo.

Quem tem uma Princesa como eu também. E o dia 13 de Janeiro não é só especial pelo primeiro concerto dos Xutos. É ainda mais especial porque foi este dia que me deu um dos maiores tesouros da vida... A minha Princesa. Foi há 6 anos. Também era quarta-feira, eu estava no segundo ano do secundário e só tive aulas de manhã. A caminho de casa, no autocarro fui a ouvir música no meu mp4 e não ouvi o telefone tocar, de todas as vezes que o meu pai me ligou naquela meia hora de caminho, quando cheguei a casa tinha a minha avó à porta à minha espera. "A menina já nasceu!" foi o que ela me disse. A menina já nasceu. A menina nasceu. A mana madrinha não coube em si de felicidade. Almocei à pressa que já era duas e meia e voltei à cidade para ver a Princesa. Tão pequenina e mesmo assim a maior dos três irmãos. Tão linda. Tão simpática. Tão fofa. Tão perfeita. Era a minha menina. É a minha menina e será sempre a minha menina. O meu filme da Disney preferido é o Frozen pelo simples facto de privilegiar o amor de irmãs. Amo-a tanto até quando ela está horrivelmente energética e eu horrivelmente sem paciência e já não a posso ouvir. Amo-a quando dançamos e cantamos juntas. Amo-a quando goza comigo. Amo-a quando temos conversas filosóficas ou engraçadas ou quando me conta histórias ou quando vemos algo que gostamos em conjunto. Amo-a quando me enche o cabelo de nós só porque tem o vício de mexer nos cabelos. Amo-a quando me pede mimos e quando é ela que mos dá. Amo-a desde que soube que a minha mãe estava grávida. Amo-a simplesmente no sentido mais puro de gostar e amar e sentir e viver.

Se o destino ou algum deus ou outra coisa qualquer existe, dar-me uma irmã aos 17 anos foi o melhor que me poderia ter dado. Não só na altura mas ao longo destes 6 anos de altos e baixos.

Marisa

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