5 de dezembro de 2015

"Lembro-me de ti como se fosse um regresso a casa"

Já não regressava a casa há cerca três anos. As saudades eram mais que muitas. O regresso sabe sempre bem, revitaliza sempre. Já apanhei muitas desilusões, mas nenhuma quando fui àquela minha casa.

Tenho várias casas... Esta é-o há oito anos. Tornou-se minha no primeiro dia que lá fui, naquele dia em que tinha tanto de assustada como de entusiasmada. Em oito anos devo ter lá ido umas 8 ou 9 vezes, pelo menos a sério, porque também fui lá uma ou duas vezes só de passagem. Sim, é possível ir a um sítio menos de uma dúzia de vezes em 8 anos e mesmo assim ter esse sítio como casa.

Ontem voltei a casa. À casa que é minha e de tantos mais. "Somos mais de 10 milhões". Soube tão bem. Sabe sempre tão bem. A águia, os cachecóis levantados e todos a cantar o hino numa só voz. A minha Luz, a minha Catedral. O meu momento de topo com o meu pai. O meu clube. O meu Benfica.

Ontem voltei e vi o meu Benfica a ser Benfica. Gritei até a voz me doer e quando começou a doer, continuei a gritar. Bati palmas até me doer as mãos, e continuei a aplaudir. Esbracejei até me doer os braços, e continuei a esbracejar. Saltei até me doerem as pernas, e continuei a saltar. (Um à parte... os braços e as pernas já me doíam antes do jogo). Estive lado a lado com a claque. Adoro estar perto da claque, parece que vibro ainda mais com aquela gente passada perto de mim noventa minutos aos berros, mas nunca tinha estado assim tão perto deles. O senhor calmo (que não era da claque) que estava ao meu lado deve ter ficado traumatizado comigo, porque (quase) não sosseguei. E o meu pai... bem o meu pai também adorou voltar à Luz e felizmente ouve mal senão tinha passado o jogo a ralhar comigo pelos palavrões que disse.

Ah e ganhámos 3-0 e o golo do Renato Sanches foi dos melhores que vi ao vivo e ainda por cima esta mesmo por trás daquela baliza.

Marisa Maria

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