30 de dezembro de 2015

Dúvida existencial

Porque é que nas novelas quando as pessoas estão mal vão enfiar-se debaixo do chuveiro vestidas e calçadas?! É para dar um sentido mais literal à expressão "levar um banho de água fria"?!

Não faz sentido. As pessoas na vida real não fazem isso. Por favor não me venham dizer que sim. É que nem nos reality shows isso se vê...

Marisa Maria


28 de dezembro de 2015

People say

Nesta altura do ano em que desejamos três mil vezes e meia um bom ano só há mesma pessoa, também se costuma dizer "que o próximo ano seja tão bom ou melhor que este". Todos os anos é a mesma conversa bah...
Bem não sei se o próximo ano vai ser como este, ou melhor, ou pior. Sei que dificilmente irá ser melhor que este num aspecto. O único aspecto que quero fazer uma retrospectiva... Concertos!

Este ano tive o prazer e privilégio de ir a vários concertos. Alguns deles dos que estavam na minha lista de concertos de sonho.

Comecei com Invete Sangalo. Um dos de sonho. Seguiu-se Expensive Soul... Pela terceira vez. Depois mais um de sonho - Tara Perdida. A seguir uma semana de concertos variados... Oquestrada, FF e Safra (uma grande surpresa pela positiva), Dama (a loucura), Nelson Freitas (não quero repetir, por favor). Passadas poucas semanas mais uma de concertos... Uma espécie de actuação da banda dos bombeiros de Torres Vedras com a Anabela, o Rui Drumont e a Vânia (podia ter sido interessante se os cantores cantassem mais). O realizar de um dos maiores sonhos de sempre... Xutos & Pontapés. Nem há palavras para descrever. E por fim, Ana Moura, em que tive o gosto de a conhecer.

E querem saber o que gastei com estes concertos todos? Uns 50€. Nada mau.

Marisa Maria


São só coisas

A vida são só coisas. Mais um ano que passou e foram só coisas. Mais um ano que virá e serão apenas coisas. Coisas que ficam, coisas que partem, coisas que marcam. Coisas cheias de tudo. Coisas cheias de nada.



Marisa Maria

16 de dezembro de 2015

São só coisas

Olho para a folha vazia quase como se tivesse a olhar para o espelho da minha alma. Estão ambas vazias, com a diferença que a minha alma tem algumas lágrimas a mais.


Marisa Maria

13 de dezembro de 2015

Somos todos crianças

"Solta a criança que há em ti" e "nunca deixes de ser criança" são frases muito ditas e ouvidas. Eu realizei-as ontem quando fui ao Toys r us com os meus pais comprar as prendas para a Princesa. Parecia uma criança. E fui ao do Colombo... se fosse ao de Cascais era muito pior. Consegui fazer uma festa porque encontrei uma Rosinha à venda. Na verdade era mais do que uma. E como em todo o brinquedo que dê para experimentar lá fui eu "dar as mãos" à Rosinha para "cantar uma canção". A Rosinha era a minha boneca preferida quando era pequena. Também consegui ficar encantada com uns gatos que ronronavam e mexiam a pata e a cabeça e um golfinho que pestanejava e com tudo o que metesse o Frozen.

Em relação às prendas trouxemos um microondas, uma caixa cheia de comida de brincar (prenda da mana) e uma barbie com cavalo (prenda dos pais). A miúda vai adorar. E ia adorar ir com ela ao Toys r us de Cascais. Mas só depois do Natal. Haveria duas opções para o que aconteceria: 1. nós iamos experimentar tudo e ela ia ficar super contente; 2. eu ia experimentar tudo e ela ia ficar agarrada à minha mãe e dizer para eu não mexer em nada, porque ela não queria nada.

Marisa Maria

12 de dezembro de 2015

São só coisas

Loucura. Se esta palavra existe é porque tem uma utilidade. Se algo não fosse necessário, não precisava de existir. Talvez nem tudo seja necessário a todos, mas tudo será necessário nem que seja só a uma pessoa.

Loucura. Quem nunca precisou de uma dose de loucura, por mais pequena que fosse?! Neste momento eu preciso de loucura! Preciso de uma boa e grande dose de loucura (e de coragem).

Loucura. "Às vezes sabemos que algo é um grande erro,  mas temos de cometer esses erros para ter a certeza que são erros e não ficarmos o resto da vida a pensar se era ou não um erro"

E acabei de citar How I meet your mother. Acho que já estou louca. Só preciso de estar louca quando não estiver sozinha...

Marisa Maria


10 de dezembro de 2015

Music Box | Happy Xmas

Não é que seja a maior fã do Natal. Num filme sobre esta época eu seria aquele elfo rabugento que implica com tudo o que é jingle bells e papais noels. Mas entre a imensidão de músicas que me tocam está uma de Natal.

Por norma não costumo ouvir muito essa música em tudo o que seja sítio. Logo não é o All I want for Christmas nem o Last Christmas, certo. Este ano tem sido diferente... já a ouvi várias vezes e só passou uma semana desde o início de Dezembro.

Esta música tem um significado especial e põe-me sempre a sorrir porque me faz viajar até ao Natal de 2009 onde, na festa de Natal da esco-la, a minha turma vestiu-se de "presentinhos" e cantou esta música. Fizemos um grande figurão ao por-nos aos pares e "pares de três" dentro de caixas de cartão embrulhadas que só nos tapavam a cintura e as ancas... Ai secundário como foste tão bom e tão parvo... Quando me perguntarem as coisas mais estranhas que fiz na vida vou responder "enfiei-me numa caixa de cartão com o R e o F.

Seja como for fica aqui o meu (e do Jonh) Happy Christmas para todos vós...


Happy Xmas (War Is Over)

So this is Christmas
And what have you done?
Another year over
And new one just begun

And so this is Christmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

A very Merry Christmas
And a Happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Christmas (war is over...)
For weak and for strong (if you want it...)
The rich and the poor ones
The world is so wrong

And so Happy Christmas
For black and for white
For yellow and red ones
Let's stop all the fight

A very Merry Christmas
And a Happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Christmas
And what have we done?
Another year over
And new one just begun...

And so Happy Christmas
We hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

A very Merry Christmas
And a Happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

War is over
If you want it
War is over
Now


Marisa Maria




7 de dezembro de 2015

Caminhos meus

Até chegar ao ideal há um longo caminho. Qual o caminho? Não sei. Nem sei qual é o ideal. Interrogações. A minha vida é um aglomerado de interrogações e escassas explicações. Não sei o que futuro me reserva. Nem sei o que irei fazer amanhã. Tu sabes? Tens certezas? Ter 100% de certezas deve ser bom, mas não perfeito. A surpresa também tem o seu quê de magia. O chamado suspense. Um livro ou um filme sem suspense não é nada, não prende, é monótono, desmotiva. Por outro lado, sabe sempre bem ter algumas certezas, apesar de nada ser certo. Podemos chamar-lhes seguranças... Sim. É bom ter algumas seguranças, algo ou alguém a que se possa agarrar e confiar.

Tenho medo da falta dessas seguranças. Também tenho medo da monotonia. Tenho medo de tanta coisa... O meu medo caminha lado a lado com as minhas interrogações. Pergunto-me se terei segurança para dar um passo em frente e fico com medo de dar esse passo. Perguntou-me se serei feliz se continuar como estou e fico com medo de não o ser. Pergunto-me sobre tanto, penso tanto, encho a minha cabeça com ses e fico com medo da maioria das respostas.

Terei medo de pensar? Terei medo de sentir? Terei medo de não ter medo? Tenho medo do meu medo! Ele paralisa-me, deixa-me estática e sem conseguir pensar, mesmo com a cabeça cheia de pensamentos. Sou a anti-metafísica de Alberto Caeiro que pensa mais do que admite e sente mais do pensa. Tenho medo de sentir como Ricardo Reis e no entanto sinto tanto. Penso tanto. Pensar dói-me, como doía a Álvaro de Campos.

Neste momento há coisas na minha vida que se parecem encaminhar, mas por outro lado continua tudo tão confuso, tão vago, tão parado. Estou farta de estar parada e não ter forças para me mexer, para sair, para viver.

Sei que, pelo menos a curto prazo, foi bom ter agarrado uma oportunidade de trabalho à porta de casa. Por outro lado apetece-me tanto sair daqui... Um dia chegará o dia. Concentrarei todas as minhas forças, todas as minhas vontades e vou partir. Vou seguir o meu caminho. Já estou a seguir o meu caminho. Cada palavra, cada passo, cada escolha, cada gesto que faço são o meu caminho. Percorro-o todos os dias sem saber por onde irei passar a seguir. Espero que esse dia não tarde. Espero ter paisagens bonitas e encontrar gente boa neste caminho, assim como espero conseguir ter força para me levantar e seguir caminho quando a estrada for mais atribulada, com buracos e ventos que soprem contra mim. Os ventos nem sempre sopram para onde queremos, mas sou de um país e de uma aldeia de marinheiros e saberei guiar o meu barco para seguir o melhor caminho e ultrapassar as maiores tempestades para chegar a bons portos.



Marisa Maria

5 de dezembro de 2015

"Lembro-me de ti como se fosse um regresso a casa"

Já não regressava a casa há cerca três anos. As saudades eram mais que muitas. O regresso sabe sempre bem, revitaliza sempre. Já apanhei muitas desilusões, mas nenhuma quando fui àquela minha casa.

Tenho várias casas... Esta é-o há oito anos. Tornou-se minha no primeiro dia que lá fui, naquele dia em que tinha tanto de assustada como de entusiasmada. Em oito anos devo ter lá ido umas 8 ou 9 vezes, pelo menos a sério, porque também fui lá uma ou duas vezes só de passagem. Sim, é possível ir a um sítio menos de uma dúzia de vezes em 8 anos e mesmo assim ter esse sítio como casa.

Ontem voltei a casa. À casa que é minha e de tantos mais. "Somos mais de 10 milhões". Soube tão bem. Sabe sempre tão bem. A águia, os cachecóis levantados e todos a cantar o hino numa só voz. A minha Luz, a minha Catedral. O meu momento de topo com o meu pai. O meu clube. O meu Benfica.

Ontem voltei e vi o meu Benfica a ser Benfica. Gritei até a voz me doer e quando começou a doer, continuei a gritar. Bati palmas até me doer as mãos, e continuei a aplaudir. Esbracejei até me doer os braços, e continuei a esbracejar. Saltei até me doerem as pernas, e continuei a saltar. (Um à parte... os braços e as pernas já me doíam antes do jogo). Estive lado a lado com a claque. Adoro estar perto da claque, parece que vibro ainda mais com aquela gente passada perto de mim noventa minutos aos berros, mas nunca tinha estado assim tão perto deles. O senhor calmo (que não era da claque) que estava ao meu lado deve ter ficado traumatizado comigo, porque (quase) não sosseguei. E o meu pai... bem o meu pai também adorou voltar à Luz e felizmente ouve mal senão tinha passado o jogo a ralhar comigo pelos palavrões que disse.

Ah e ganhámos 3-0 e o golo do Renato Sanches foi dos melhores que vi ao vivo e ainda por cima esta mesmo por trás daquela baliza.

Marisa Maria

4 de dezembro de 2015

De alguém que não gosta nem pode beber Coca-cola, com carinho

Estamos no quarto dia de Dezembro. Já há muita gente a pensar no Natal, já devem existir milhares de árvores de Natal e presépios e outras decorações da época montados por esse país fora. A minha casa não conta para as estatísticas. Só montamos as decorações uma semana ou duas antes da data. E só o faço porque moro com os meus pais e tenho os meus irmãos, quando tiver uma casa dispenso essas coisas grandiosas, quero uma árvore pequena que se ponha em cima de um móvel e um presépio em miniatura. Não ligo muito ao Natal. As épocas festivas já me disseram muito mais, depois as coisas mudaram, eu mudei... cê't la vie.

Mas todos os anos há algo nesta época pelo qual aguardo... e é esse algo que me faz abrir a época e o espírito natalício (do pouco que há em mim). De alguém que não gosta de Coca-cola, o Natal só começa quando vejo pela primeira vez o anúncio de Natal da Coca-cola.


Este ano vi pela primeira vez a semana passada, acho. Como sempre está perfeito. Com sempre adorei.

E não se esqueçam de fazer alguém feliz =)


Marisa Maria


3 de dezembro de 2015

Nível de cumplicidade

- Vaidosa!
- Qui'é chato?!


E se o mundo fosse tão bom como estas trocas de galhardetes não era preciso mais nada. Gosto dele não só por isto, mas muito por isto... e por aquelas vezes em que ele finge que me vai atropelar e eu finjo que me assusto. Há aquelas pessoas com quem podes partilham tudo e significam pouco, depois há aquelas pessoas que partilham pouco e significam tanto.




Marisa Maria