24 de outubro de 2015

Nível de cumplicidade

Numa conversa com o M falámos sobre o bom e o importante da cumplicidade, que a cumplicidade que temos com pessoa X é diferente da que temos com a pessoa Y, e que existem pessoas nas nossas vidas para situações diferentes e que nos fazem sentir coisas diferentes. A uma certa altura ele disse que achava o conceito de amigo muito relativo, que preferia avaliar as pessoas pela cumplicidade e eu concordei com a sua teoria porque cada vez mais a vida me tem mostrado isso. Então não falemos em "amigos", falemos em "pessoas com que se tem uma boa cumplicidade". A conversa foi muito mais elaborada, nós conseguimos dizer muita merda quando falamos, mas depois temos todo um lado filosófico e dá nestas teorias. Falamos pouco e já não nos vemos há mais de um ano, mas gosto de falar com ele sobretudo por estas tertúlias filosóficas.

Posto isto, decidi criar uma rubrica nova intitulada "Nível de cumplicidade", onde irei descrever pequenos pormenores que demonstram uma grande cumplicidade, porque é são as pequenas coisas que tornam as grandes sustentáveis.

Aqui vai o primeiro:
Estar na casa de alguém que está adoentado e quando se vai embora dizer "ai de ti que me acompanhes ao portão, que eu sei muito bem o caminho".


Marisa Maria

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