21 de outubro de 2015

Conta-te Poesia

Rua escura
Onde todos passam a correr
Ninguém pára
Ninguém quer ficar

O vento sopra com fulgor
Viela escura
Anoitecer assustador

Não há um pássaro
Na árvore sem folhas
Desse Outono sem fim

Não há uma alma
Que venha e se sente
No banco de jardim

Candeeiro apagado
Calçada molhada
Silêncio perturbado
Sombra do passado abandonada

Num grito mudo de saudade
A bem dizer a verdade
Tudo é melancolia
Na chuva que cai por fim

Permanece vazia
Rua fria
Sem fim



Marisa Maria


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