5 de outubro de 2015

Amor irracional

A lembrança do medo que tinha a cães ainda está bem viva na minha memória. Em certos momentos não era apenas medo, era pavor mesmo. Aos que pertenciam a membros da família, com os quais tive que me habituar a lidar, já não me fazia muita impressão, só preferia que não se aproximassem de mim. Mas houve um dia em que tudo mudou. Deverá estar a fazer dois anos. O R, o meu primo mais velho, levou para a sua casa uma pequena cadelinha labradora branca, linda e irradiar fofura por todo o lado. Como era pequena a minha doce T-dog... apaixonei-me por ela no primeiro momento e após 20 anos a odiar cães, passei a adorá-los graças àquela cadelinha doce e malandra que agora já está grande, mas que continua a ser fofa na mesma e eu continuo a adorá-la como se fosse minha. A ela e ao seu "mano" R-dog, um Belga Malinois que apesar de ser mais novo já é muito maior, cheio de energia, e mimado, que me enche de baba cada vez que me vê. São os dois os meus animais de estimação de coração e por afinidade.

Claro que também gosto dos outros cães e gatos da família... O G-cat então é a bola de pelo mais linda de sempre, basta dizer que é um persa cinzento não é... Mas a T-dog e o R-dog são a minha paixão e a minha perdição.

Foi também com a T-dog, que comecei a ser mais sensível às questões de animais abandonados... não é uma barbaridade abandonar um ser que nos pode dar tanto carinho?! Juro que não percebo. Se tivesse possibilidade já teria adoptado mais do que um animal... um dia, esse dia chegará.

E ontem foi o dia deles, de todos os animais. E no dia dos animais, só se falou dos animais racionais por causa das legislativas. Eu prefiro falar dos patudos, que têm tanto amor para dar que deve ser por isso que lhes chamam irracionais, porque amam mais do que a racionalidade consegue alcançar.


Marisa Maria

Sem comentários:

Enviar um comentário