31 de outubro de 2015

Nível de Cumplicidade

Começar o dia com uma mensagem que diz "já trouxe os livros todos". E, mesmo depois de ter dito que depois pedia-lhos, dias depois a pessoa dizer-me que já estão no sítio onde os iria buscar.

Tão bom não ser a única viciada em livros e ter pessoas que gostam de livros de qualidade e mos emprestam.

Marisa Maria

27 de outubro de 2015

Pérolas

- Os meus pais tiveram cinco filhos...
- Bem, os teus pais não deviam ter televisão!

Esta novela "Única Mullher" tem com cada pérola.

Marisa Maria

25 de outubro de 2015

Conquista

Depois de mais de duas semanas sem ver o R-dog consegui com que ele me obedecesse quando lhe disse "senta" e não começou a saltar-me para cima armado em cão hiperativo e depois sentar-se a meu lado a pedir festas apenas a lamber-me as pernas e mais uma vez sem todos os saltos habituais que até gosto, mas que quase me mandam para o chão.

Não sei o que lhe deu, acredito até que da próxima vez que o vir isto não voltará a acontecer e irei ser "atacada" com saltos de "dá-me atenção". Seja como for, foi uma conquista =)




Marisa Maria

Livro | A Marca Do Assassino

Livros. Livros meus. Livros emprestados. Livros quem me prendem. Livros que me apaixonam.

Não pretendo fazer críticas ou grandes resumos dos livros que leio, apenas passar em breves palavras a minha visão dos livros que li e que, por consequência, fazem parte de mim.



Um assassino. Várias vítimas. Três balas no rosto. Um ataque contra um avião de passageiros reivindicado pela Espada de Gaza, planeado por a Sociedade que iria beneficiar com uma guerra. Um presidente braços-direitos não muito fiéis. Um agente que suspeita sobre o que não deve.

A Marca do Assassino. Um livro de Daniel Silva sobre poder e interesses. Uma história fictícia que podia ser verídica numa sociedade onde abundam os esquemas e quem tem dinheiro é rei.


Foi o primeiro livro de Daniel Silva que li, mas não irá ser o último. Com uma história expectante que prende do início ao fim, uma escrita acessível e estimulante. Uma excelente leitura.



Marisa Maria

24 de outubro de 2015

Nível de cumplicidade

Numa conversa com o M falámos sobre o bom e o importante da cumplicidade, que a cumplicidade que temos com pessoa X é diferente da que temos com a pessoa Y, e que existem pessoas nas nossas vidas para situações diferentes e que nos fazem sentir coisas diferentes. A uma certa altura ele disse que achava o conceito de amigo muito relativo, que preferia avaliar as pessoas pela cumplicidade e eu concordei com a sua teoria porque cada vez mais a vida me tem mostrado isso. Então não falemos em "amigos", falemos em "pessoas com que se tem uma boa cumplicidade". A conversa foi muito mais elaborada, nós conseguimos dizer muita merda quando falamos, mas depois temos todo um lado filosófico e dá nestas teorias. Falamos pouco e já não nos vemos há mais de um ano, mas gosto de falar com ele sobretudo por estas tertúlias filosóficas.

Posto isto, decidi criar uma rubrica nova intitulada "Nível de cumplicidade", onde irei descrever pequenos pormenores que demonstram uma grande cumplicidade, porque é são as pequenas coisas que tornam as grandes sustentáveis.

Aqui vai o primeiro:
Estar na casa de alguém que está adoentado e quando se vai embora dizer "ai de ti que me acompanhes ao portão, que eu sei muito bem o caminho".


Marisa Maria

21 de outubro de 2015

Conta-te Poesia

Rua escura
Onde todos passam a correr
Ninguém pára
Ninguém quer ficar

O vento sopra com fulgor
Viela escura
Anoitecer assustador

Não há um pássaro
Na árvore sem folhas
Desse Outono sem fim

Não há uma alma
Que venha e se sente
No banco de jardim

Candeeiro apagado
Calçada molhada
Silêncio perturbado
Sombra do passado abandonada

Num grito mudo de saudade
A bem dizer a verdade
Tudo é melancolia
Na chuva que cai por fim

Permanece vazia
Rua fria
Sem fim



Marisa Maria


14 de outubro de 2015

Paz

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Não sou o Pessoa, nem estou a falar da Coca Cola. Sou a Marisa que chegou às fériad exausta e até quase ao final do segundo dia meio alienada e cansada e hoje, ao terceiro dia que nem cristo ressuscitado, senti-me, e sinto-me, completamente em paz. Ainda estou cansada, mas do ar do mar, que felizmente tem estado bom tempo para passear e ir à praia. Também tenho conseguido ler, brincar com o G-cat e, ainda melhor, passar tempo de qualidade com a prima M.

E agora que me estou a adaptar, amanhã já volto a casa. Só ao final do dia, para aproveitar bem, claro.

Seja como for, estes dias de distância estão a fazer-me bem

Marisa Maria


12 de outubro de 2015

Tempo para relaxar

Primeiro dia de mini-férias. A viagem correu bem e passou rápido. A dona mãe ligou várias vezes até à hora de almoço. O mano já mandou mensagem a perguntar se fico cá. Não esteve muito calor e esteve vento, mas não choveu e até deu para ir à praia e soube tão bem.

Marisa Maria


8 de outubro de 2015

Esclarecimento público

É principio de Outono, primeira semana de Outubro, ainda há dias de sol e algum calor, às vezes o tempo fica um bocadito para o feio e chato, mas ainda se suporta, já anoitece antes das 19.30, e não tardará muito a termos a chuva e vento com força e os dias horrivelmente frios e depois virá o Natal. A minha irmã já anda a pensar no Natal, já fez um desenho para o Pai Natal e já inventou uma música sobre o Natal que se resume a "já é Natal, todos abrem os presentes, começou a nevar... esqueci-me da canção que vocês estavam a fazer não se calavam".

Agora esqueçam isso do Natal. Pensar antecipadamente no Natal é estúpido. Vão fazer o quê? Fazer a árvore de Natal no dia de todos os santos porque apesar de já não ser feriado vai calhar a um Domingo? Vão interiorizar mentalmente que este ano vai ser tudo diferente e comprar as prendas a tempo, mas no final acabam a correr de um lado para o outro na véspera e comprar umas merdas quaisquer só para dizer que dão alguma coisa? Vão começar a fazer a lista de compras de tudo o que é preciso para a ceia já a partir das próximas semanas, e depois acabam por perdê-la e só fazer as compras naquele fim-de-semana antes em que o Continente vai fazer uma promoção de 10% em toda loja?

Não importa o que vão fazer. Importa esclarecer uma coisa... Ainda faltam dois meses para o Natal e ainda é muito cedo para pensar nisso, mas por outro lado faltam 4 meses para o Carnaval e já podemos começar a pensar nisso.

O tema do Carnaval de Torres Vedras este ano é Figurões, e não consigo arranjar nada que encaixe perfeitamente nisso, o que não importa porque raramente me visto segundo o tema. Estou ansiosa para que chegue e este ano tenho mesmo que ir, porque no último não meti lá os pés e já estou cheia de saudades daquilo. Quero as Matrafonas, os corsos, o corso trapalhão, o trio-eléctrico, a sátira, o monumento, os carros alegóricos, os Zés Pereiras, os Reis, os Cabeçudos, as praças e as ruas cheias, os cocotes, quero as músicas desde o Pêrere à Sorte Grande, à Maimbé passando pela música do Big Show, do Dartacão e o Vira dos Mamonas Assassinas... Ai, Ai.





Marisa Maria

Até parece que é Outono

Há uns dias vi que iria estar sol e calor para onde vou na próxima semana, hoje nas previsões mantém-se o calor, até um pouco de sol, mas diz que vai chover nis dois primeiros dias...

É uma falta de considetação! Lá está o S. Pedro a lixar-me a vida, porque insisto em gostar mais do S. João.



Marisa Maria


6 de outubro de 2015

Dos Ornatos para mim



Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim
Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau

"Eu sei
A tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Mas vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado
O travo amargo da melancolia
E então rapaz então porquê a raiva
Se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia
(...)
É só mais um dia mau"

Dia Mau, Ornatos Violeta

Marisa Maria


5 de outubro de 2015

Amor irracional

A lembrança do medo que tinha a cães ainda está bem viva na minha memória. Em certos momentos não era apenas medo, era pavor mesmo. Aos que pertenciam a membros da família, com os quais tive que me habituar a lidar, já não me fazia muita impressão, só preferia que não se aproximassem de mim. Mas houve um dia em que tudo mudou. Deverá estar a fazer dois anos. O R, o meu primo mais velho, levou para a sua casa uma pequena cadelinha labradora branca, linda e irradiar fofura por todo o lado. Como era pequena a minha doce T-dog... apaixonei-me por ela no primeiro momento e após 20 anos a odiar cães, passei a adorá-los graças àquela cadelinha doce e malandra que agora já está grande, mas que continua a ser fofa na mesma e eu continuo a adorá-la como se fosse minha. A ela e ao seu "mano" R-dog, um Belga Malinois que apesar de ser mais novo já é muito maior, cheio de energia, e mimado, que me enche de baba cada vez que me vê. São os dois os meus animais de estimação de coração e por afinidade.

Claro que também gosto dos outros cães e gatos da família... O G-cat então é a bola de pelo mais linda de sempre, basta dizer que é um persa cinzento não é... Mas a T-dog e o R-dog são a minha paixão e a minha perdição.

Foi também com a T-dog, que comecei a ser mais sensível às questões de animais abandonados... não é uma barbaridade abandonar um ser que nos pode dar tanto carinho?! Juro que não percebo. Se tivesse possibilidade já teria adoptado mais do que um animal... um dia, esse dia chegará.

E ontem foi o dia deles, de todos os animais. E no dia dos animais, só se falou dos animais racionais por causa das legislativas. Eu prefiro falar dos patudos, que têm tanto amor para dar que deve ser por isso que lhes chamam irracionais, porque amam mais do que a racionalidade consegue alcançar.


Marisa Maria

3 de outubro de 2015

Mimos

O mundo pára quando ela vem e se senta no meu colo. Podemos discutir, discordar, tem momentos em que nem a posso ouvir de tanta energia que ela tem. Separam-nos dezassete anos, une-nos o sangue de irmãs e o título de madrinha/afilhada. Podia ser minha filha... Já passou muitas vezes por isso, umas que vezes fui questionada sobre tal directamente, outras as dúvidas em relação a se era minha filha ficaram escondidas por de trás dos olhares discriminatórios que explodiam o pensamento "tão novinha e já mãe". E que venha toda a discriminação para cima de mim se for para me julgarem mãe de uma princesa como a minha, minha regula, meu orgulho, minha irmã, minha afilhada, minha tudo.

Minha pequena que está a ficar grande e um dia vai crescer e já não vou conseguir pegá-la ao colo e refugiar-me nela. Já começam a escassear esses momentos, já não aguento muito tempo com ela ao colo quando estou em pé e, aos cinco anos, já começa a achar-se uma menina crescida para passar muito tempo ao colo da mana... isso é a sua energia que não a deixa estar muito tempo quieta. Vale-me agora o tempo de escola em que chega a casa sempre cansada e gosta de descansar ao colinho enquanto me enche o cabelo de nós porque adora mexer em cabelos.

São esses momentos em que ela mais precisa de mimos, em que eu mais me sinto mimada e protegida, onde não importa mais nada, onde somos só nós... Onde nós cuidamos e protegemos uma à outra nesse sentimento imenso que é o amor, e é com muito amor e sinceridade que lhe segredo ao ouvido que a adoro, que ela é o meu amorzinho e a minha amiga mais especial*



Marisa Maria